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São Paulo

Ataque a escolas: Justiça determina internação provisória de 3 alunos

Um dos estudantes escreveu na parede do banheiro palavras incitando ataques a escolas; Ministério Público reforçou ações para punir alunos

Repórter de São Paulo18/04/2023 17:00, atualizado 19/04/2023 14:55
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Fábio Vieira/Metrópoles
Ataque a escolas: Justiça determina internação provisória de 3 alunos

São Paulo – Após atuação conjunta das promotorias de Justiça de Limeira, Cordeirópolis e Paulínia, em São Paulo, a Justiça determinou a internação provisória de três adolescentes que teriam incitado ataques a escolas.

Entre esses jovens, dois são alunos de uma escola estadual em Cordeirópolis. Segundo a promotoria, no último dia 13, eles teriam incitado a prática de um massacre dentro da unidade de ensino.

Um dos estudantes escreveu na parede do banheiro os dizeres “Massacre hoje 12:00”, enquanto o outro completou a pichação com “só faca”, tirando uma foto ao lado da frase e postando a imagem no WhatsApp.

Eles foram denunciados por atos análogos à incitação ao crime, a crime contra o ordenamento urbano e à contravenção referente à paz pública. Um deles, que levou um canivete para a sala de aula e escrevia símbolos associados ao nazismo em seu material escolar, tornou-se alvo de representação também por carregar arma fora de casa.

O outro adolescente com internação decretada usou as redes sociais para convocar terceiros a “prepararem os machados”, na tentativa de realizar “o maior massacre de todos os tempos”. A representação contra ele, que é aluno de uma escola em Paulínia, é por atos equiparados à incitação ao crime e contravenção referente à paz pública.

Em outra ação, a Promotoria de Justiça de Itapeva, cidade do interior de SP, denunciou os pais de uma adolescente de 13 anos e cobra deles R$ 50 mil a título de indenização por dano moral coletivo. A menina publicou vídeo na internet insinuando um ataque a escola, que seria realizado em 20 de abril.

Para o promotor Fabrício Pereira de Oliveira, “ainda que o ato seja uma ação impensada de uma adolescente, o livre acesso a aparelho de celular e a simples possibilidade de seu uso indiscriminado, sem qualquer supervisão ou orientação de um adulto, apenas reforça a responsabilidade civil dos genitores pela conduta da filha”.

Ameaças de morte, facas e simulacro de arma de fogo espalharam temor em colégios de todo o Brasil, na esteira do ataque feito por um aluno de 13 anos em uma escola estadual da zona oeste de São Paulo, dia 27 de março, no qual a professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, foi assassinada a facadas.

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