Arquiteto é preso em SP por matar, há 19 anos, um policial civil
Arquiteto preso tem condenação de 20 anos de prisão em regime fechado. Helio Ramos Neto, de 38 anos, vivia no interior de SP desde 2012
atualizado
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Um arquiteto foi preso nesta quinta-feira (19/2) em uma área nobre de São José dos Campos, interior de São Paulo, acusado de participar da morte de um policial civil, em 2007, na Bahia.
Helio Ramos Neto, de 38 anos, vivia no interior de São Paulo desde 2012, cinco anos após participar do latrocínio do policial civil Yan Mílton Oliveira de Souza, de 33 anos, em Salvador. À época, ele e outros dois comparsas chegaram a ser presos pelo crime nove dias depois do assassinato.
O arquiteto preso no Vale do Paraíba participava de um grupo estruturado com foco em roubos e na receptação de veículos, que ficou conhecido como “Gang dos Grã-finos”, em alusão a condição financeira dos integrantes: eram universitários de classe média. Em setembro de 2007, Helio e os comparsas teriam surpreendido o policial civil, que levava duas amigas ao carro delas. O intuito do grupo, na época, era o de roubar o carro do agente.
Documentos, aos quais o Metrópoles teve acesso, mostram que o arquiteto vivia na condição de foragido há anos, embora exercesse um trabalho fixo no município paulista. A condenação de Helio é em trânsito em julgado. Ou seja, não cabe recursos. A pena fixada é de 20 anos de reclusão em regime fechado.
A prisão do arquiteto, ocorrida no Jardim Apolo II, foi feita por policiais da 3ª Delegacia de Homicídios, da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), e agentes da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e da Polícia Militar (PM) de São Paulo.
