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Eleições 2026São Paulo

Após reunião com Lula, Haddad define França como vice na chapa em SP

Anúncio será feito por Haddad em coletiva na manhã desta quinta-feira (25/6) em SP. Simone Tebet e Marina Silva vão concorrer ao Senado

25/06/2026 10:10, atualizado 25/06/2026 11:01
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Ricardo Stuckert / PR
Lula participou de reunião com Haddad em que foi definido o nome de França como vice da chapa em SP - Metrópoles

Após reunião em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite dessa quarta-feira (26/6), o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, definiu o nome do ex-ministro Márcio França (PSB) como seu vice. O anúncio oficial será feito por Haddad nesta quinta-feira (25/6), em coletiva à imprensa na capital paulista.

Além de França, as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) também estavam cotadas para compor a chapa de Haddad. Com a escolha do ex-ministro e ex-governador de Sâo Paulo, Tebet e Marina vão concorrer ao Senado na coligação lulista em São Paulo.

O encontro em Brasília ocorreu antes do jogo entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo. Após a definição sobre a vice em São Paulo, Lula postou nas redes sociais uma foto com Haddad, França, Tebet e Marina e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) — todos usavam camisas da Seleção.

Na manhã desta quinta-feira, Haddad e França pegaram o mesmo voo para São Paulo. A coletiva está marcada para as 12h na casa no Pacaembu que serve como QG das campanhas petistas em São Paulo.

“Convite de Lula”

Agora, aliados de Haddad fazem uma operação nos bastidores para emplacar a narrativa de que França foi escolhido como vice por um convite de Lula e não que o cargo foi “o que sobrou” ao ex-governador de São Paulo.

Embora tenha concordado em concorrer como vice de Haddad, o objetivo declarado de França era disputar o Senado. Em 2022, ele já havia desistido de concorrer ao governo para apoiar Haddad na corrida, quando o petista foi derrotado pelo atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no segundo turno.

Após Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) desistirem de concorrer ao governo paulista, França chegou a se movimentar para disputar a gestão estadual, mas o movimento não prosperou. A leitura entre aliados é que a candidatura do ex-ministro tiraria mais votos de Haddad do que de Tarcísio.

A eleição ao governo de São Paulo é considerada crucial para a reeleição do presidente Lula. O petista teme que uma derrota de Haddad para Tarcísio no primeiro turno dificulte sua campanha presidencial no maior colégio eleitoral do país em um eventual segundo turno.

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