“Duvido quem no Brasil foi mais perseguido do que eu”, diz Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro discursou ao lado do governador Tarcísio de Freitas em feira em Presidente Prudente, no interior de SP

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Mellina Dominato/Metrópoles
Imagem colorida mostra Jair Bolsonaro discursando no interior de São Paulo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Jair Bolsonaro discursando no interior de São Paulo - Metrópoles - Foto: Mellina Dominato/Metrópoles

Após o indiciamento de uma série de aliados feito pela Polícia Federal (PF) no caso da “Abin paralela“, o ex-presidente Jair Bolsoanaro (PL) disse, nesta terça-feira (17/6), que duvida que tenha alguém que seja “mais perseguido” do que ele no Brasil.

“Eu duvido quem no Brasil foi mais perseguido do que eu. Mas vale a pena. Nós temos que enfrentar os desafios, nós mexemos com o sistema. Um sistema podre, carcomido. Mostramos a vocês o que é o Brasil”, disse Bolsonaro, durante uma agenda em Presidente Prudente, no interior paulista.

A fala aconteceu durante a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), da qual o ex-presidente participou ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de outros políticos paulistas, como o secretário de Governo, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD que foi afagado por Bolsonaro no palanque (veja vídeo abaixo).

“Duvido quem no Brasil foi mais perseguido do que eu”, diz Bolsonaro - destaque galeria
6 imagens
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente
Jair Bolsonaro discursa em Presidente Prudente
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente
Jair Bolsonaro abraça sósia de Lula em evento no interior de SP
1 de 6

Jair Bolsonaro abraça sósia de Lula em evento no interior de SP

Mellina Dominato/Metrópoles
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente
2 de 6

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente

Mellina Dominato/Metrópoles
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente
3 de 6

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente

Mellina Dominato/Metrópoles
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente
4 de 6

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente

Mellina Dominato/Metrópoles
Jair Bolsonaro discursa em Presidente Prudente
5 de 6

Jair Bolsonaro discursa em Presidente Prudente

Mellina Dominato/Metrópoles
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente
6 de 6

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento em Presidente Prudente

Mellina Dominato/Metrópoles

Em seu discurso, Bolsonaro, que está inelegível, voltou a dizer que espera estar no “tabuleiro político no ano que vem” e que “eleição sem Jair Bolsonaro é a negação da democracia”

O ex-presidente também fez comparações com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), perguntando ao público presente na feira: “Dá para comparar Paulo Guedes com [Fernando] Haddad? Renan Filho com Tarcísio? Dá para comparar [a primeira-dama] Janja com a Michelle [Bolsonaro]?”.

Além de Tarcísio e Bolsonaro, também estavam presentes o presidente do PSD e secretário de Governo, Gilberto Kassab (PSD), o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), e o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai (Republicanos).


Entenda o indiciamento da Abin Paralela

  • A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a conclusão do inquérito que apura a existência de estrutura ilegal de espionagem dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conhecida como “Abin Paralela”.
  • Foram indiciados, nesta terça-feira (17/6), mais de 30 pessoas, entre as quais o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin; o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho 02 do ex-presidente; e o atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa.
  • A investigação da PF gira em torno da utilização da Abin para o monitoramento de opositores e adversários políticos do ex-presidente entre 2019 e 2021, sob a gestão do então diretor do órgão, Alexandre Ramagem.
  • Segundo a PF, a espionagem paralela era feita por meio do software de inteligência israelense First Mile, adquirido durante o governo de Michel Temer. A ferramenta permite rastrear a localização de pessoas a partir de informações fornecidas por torres de telecomunicações.

Indulto a Bolsonaro

O encontro entre Tarcísio e Bolsoanro ocorre em meio ao aumento das especulações de que Tarcísio pode ser o candidato do grupo bolsonarista à Presidência da República em 2026.

Nos últimos dias, aliados do ex-presidente voltaram a aventar a possibilidade de uma costura que coloque o governador paulista como cabeça de chapa para a disputa do Palácio do Planalto, tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.

O Metrópoles apurou que uma eventual chapa em que Michelle Bolsonaro seria vice de Tarcísio na corrida à Presidência é também uma forma de o ex-presidente garantir que o governador de São Paulo, caso seja eleito presidente, vá pautar o indulto a Jair Bolsonaro.

Na visão de um interlocutor do Palácio dos Bandeirantes, a ex-primeira-dama como vice elevaria a pressão sobre Tarcísio para perdoar crimes pelos quais Bolsonaro possa ser condenado no julgamento em curso no Supremo. Aliados também avaliam que, como vice, Michelle é uma candidata com apelo no público bolsonarista, que tem condições de levar multidões às ruas.

Interlocutores de Tarcísio de Freitas têm dito, nos bastidores, que o governador paulista é “extremamente leal e fiel” a Bolsonaro e que fará “100% do que o ex-presidente pedir para 2026”. Por ora, Tarcísio tem repetido que vai disputar a reeleição ao governo paulista no ano que vem que seu candidato ao Planalto é Bolsonaro, que está inelegível.

Atualização: Ao contrário do que foi divulgado inicialmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi um dos indiciados, nesta terça-feira (17/6), pela Polícia Federal no caso da “Abin paralela”. Fontes da PF confirmaram ao Metrópoles o equívoco na informação repassada à imprensa. O relatório da investigação detalha que Bolsonaro teria se beneficiado com o caso, mas, por uma questão técnica, segundo a PF, ele ficou de fora da lista de indiciados.

Os demais suspeitos de envolvimento, como o filho do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o ex-diretor da Abin, deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa, e outras 31 pessoas seguem entre os indiciados.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?