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A médica, escritora, professora e palestrante Ana Claudia Quintana Arantes ensina que a perspectiva da finitude pode trazer clareza para escolhas, reavivar lembranças e restaurar afetos. Pode abrir caminho, inclusive, para um processo de luto amoroso e íntegro, ainda que haja dor. Quer aprender mais, ela é a convidada do próximo Metrópoles Talks em São Paulo.
Afinal, uma verdade deve ser dita: a única coisa absolutamente democrática da vida é a morte. Independente do nível de conhecimento, classe social ou religião, todos vamos morrer.
Consequentemente, em algum momento da vida, todos precisaremos lidar com a perda de uma pessoa querida e cada um viverá o luto de uma forma particular, que envolve questões emocionais, psicológicas e até mesmo físicas.
Assim como Ana Claudia, muitos estudiosos dedicaram as vidas à investigação do luto. A teoria mais conhecida e aceita é o modelo Kübler-Ross, desenvolvido pela psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross.
Segundo a teoria, o luto tem cinco fases características:
Negação: a primeira fase é causada por conta do grande impacto das emoções. Geralmente é um mecanismo de defesa da mente, principalmente em casos de morte repentina, quando não há aceitação da realidade.
Raiva: é a etapa de procurar um responsável pela dor. A verdade é que a raiva é uma tentativa de mascarar as emoções, uma etapa de rebeldia que revela a dor de se sentir abandonado pela pessoa que partiu.
Barganha: essa terceira etapa acontece nos casos em que o luto chega antes da morte em si. É conhecida como uma negociação ou acordos internos feitos com divindades e até mesmo o questionamento do que poderia ter sido feito para mudar o ocorrido.
Depressão: quando finalmente a ficha cai, ela vem acompanhada de um sentimento depressivo, o indivíduo fica mais reflexivo e solitário. O desânimo e o sentimento de vazio pode parecer durar para sempre, mas faz parte do processo de cura.
Aceitação: é a fase de aceitar a realidade. Isso não significa que a pessoa entendeu a situação ou que já está emocionalmente desapegada do ente querido, mas que compreende que essa é a a nova realidade, mesmo que difícil.
As fases do luto estão conectadas e não são necessariamente lineares. A verdade é que o luto não vem com um manual de instruções e acontece de forma diferente em cada pessoa. Por isso, é importante falar sobre o assunto sem tabu, entendendo que faz parte da nossa história.
Ajudando a entender melhor esse momento e como aprender com ele, Ana Claudia Quintana propõe reflexões sobre a jornada da vida sob um ângulo surpreendente.
Metrópoles Talks
O Metrópoles Talks é o braço de palestras do maior portal de notícias do Brasil. Um espaço onde mentes brilhantes compartilham ideias, experiências e visões que inspiram e provocam reflexões.
Grandes nomes já estiveram presentes no projeto de palestras do Metrópoles. A estreia em São Paulo contou com Ingrid Guimarães e Glenda Kozlowski em um bate-papo bem humorado e informativo sobre a chegada da menopausa.
Em dezembro, a fisioterapeuta, sexóloga, especialista em sexualidade feminina e youtuber Cátia Damasceno compartilhou os bastidores de décadas de atendimentos no consultório e trouxe histórias com as quais muitas pessoas se identificam.
Em outubro, o advogado Samer Agi contou os segredos para criar um discurso que conecta a audiência ao orador. Em agosto, o psicólogo Rossandro Klinjey e a jornalista Daniela Migliari abordaram autoconhecimento e gestão das emoções. Em junho, foi a vez de o navegador Amyr Klink promover uma conversa cheia de reflexões sobre a busca pela felicidade em meio às tempestades da vida.
Palestra: A morte é um dia que vale a pena viver
Data e horário: 24 de junho, às 20h
Local: Teatro Bravos (Instituto Tomie Ohtake), na Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo – SP
Onde comprar: Sympla

