Alunas de escola são expostas em site pornô em montagens feitas com IA

Ao menos 14 jovens, com idades entre 14 e 18 anos, teriam tido os rostos usados em montagens; Polícia Civil investiga quem as produziu

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/MPRO
Imagem colorida, Criança denuncia estupro virtual com ajuda de IA; homem é condenado - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Criança denuncia estupro virtual com ajuda de IA; homem é condenado - Metrópoles - Foto: Divulgação/MPRO

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Indaiatuba investiga um grave incidente de exposição e simulação de pornografia infantil que atingiu um colégio particular na cidade do interior paulista. Ao menos três menores são apontados como “parte” no caso, indicando que estariam envolvidos com a produção do material criminoso.

Conforme registros policiais obtidos pela reportagem, todas as vítimas são adolescentes do sexo feminino, cujas imagens foram adulteradas digitalmente, com uso de Inteligência Artificial (IA), e publicadas em sites de conteúdo pornográfico. O caso foi inicialmente registrado, em 11 de setembro, sob a classificação de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como vender ou expor fotografia e simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo.

O esquema criminoso consistiu na produção de montagens com o rosto das estudantes sobre corpos de mulheres nuas, gerando imagens que circularam em plataformas digitais e acumularam “milhares de curtidas”.

Alunas de escola são expostas em site pornô em montagens feitas com IA - destaque galeria
6 imagens
Alunas de escola são expostas em site pornô em montagens feitas com IA - imagem 2
A investigação apura divulgação de imagens ou vídeos de pornografia infantil
Policiais apreenderam computadores do suspeito
Estupro virtual: jovem é apreendido em bairro de classe média no DF
Casal se passava por agente de modelos para extorquir adolescentes
Pena para o crime é de 1 a 4 anos de prisão, mais multa
1 de 6

Pena para o crime é de 1 a 4 anos de prisão, mais multa

Reprodução
Alunas de escola são expostas em site pornô em montagens feitas com IA - imagem 2
2 de 6

Divulgação/Polícia Civil de Goiás
A investigação apura divulgação de imagens ou vídeos de pornografia infantil
3 de 6

A investigação apura divulgação de imagens ou vídeos de pornografia infantil

iStock
Policiais apreenderam computadores do suspeito
4 de 6

Policiais apreenderam computadores do suspeito

PCDF/Divulgação
Estupro virtual: jovem é apreendido em bairro de classe média no DF
5 de 6

Estupro virtual: jovem é apreendido em bairro de classe média no DF

Divulgação / PCDF
Casal se passava por agente de modelos para extorquir adolescentes
6 de 6

Casal se passava por agente de modelos para extorquir adolescentes

Divulgação/MPRO

A advogada de uma das responsáveis informou à polícia que os autores do material teriam utilizado aplicativos de IA para criar as imagens, que mostravam as alunas vestindo o uniforme de um colégio particular, cujo nome será preservado para não expor as vítimas.

Descobrindo as montagens

A primeira denúncia partiu da mãe de uma adolescente, que reconheceu a filha na internet, confirmando tratar-se de uma montagem. A investigação policial levantou a identificação, até o momento, de 13 adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos. Todas as jovens identificadas formalmente no inquérito cursam diferentes turmas na mesma instituição de ensino.

Um fator que chamou a atenção dos responsáveis foi a rápida remoção do conteúdo da internet. As mães e curadoras das adolescentes, após descobrirem as fotos, comunicaram a intenção de registrar a ocorrência em um grupo da escola. “Instantes depois as fotos foram removidas do site”, diz trecho de documento policial.

Devido à agilidade da exclusão das imagens, os responsáveis desconfiam de que o autor, ou os autores que incluíram as montagens no site, seja de dentro do próprio colégio. A suspeita ganhou força com a inclusão de alunos nas investigações.

A Polícia Civil, em edições subsequentes do boletim de ocorrência, qualificou três adolescentes como possíveis responsáveis pela montagem das fotos.

O caso foi registrado primeiramente no Plantão Policial de Indaiatuba e, desde então, é investigado para identificar os responsáveis pela exposição das alunas.

O que diz a polícia e a escola

O colégio onde vítimas e supostos autores estudam afirmou ao Metrópoles, em nota, prestar apoio às famílias e às alunas, acrescentando colaborar com as autoridades “com tudo o que foi solicitado” para ser incluído na investigação. “Aguardamos ansiosamente para que os responsáveis sejam identificados e punidos de acordo com a legislação em vigor.”

Para preservar as vítimas, a escola pediu que seu nome não fosse divulgado, com o intuito de “blindar” as estudantes.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP), também em nota, afirmou que a Polícia Civil já colheu o depoimento das vítimas. Diligências são realizadas, acrescentou, “para esclarecer todos os fatos.”

A pasta não deu mais detalhes, pelo fato de o caso envolver menores de idade e, também, por se tratar de uma investigação sobre crime sexual.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?