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São Paulo

Alunas de escola são expostas em site pornô em montagens feitas com IA

Ao menos 14 jovens, com idades entre 14 e 18 anos, teriam tido os rostos usados em montagens; Polícia Civil investiga quem as produziu

22/10/2025 14:55, atualizado 22/10/2025 15:16
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Divulgação/MPRO
Imagem colorida, Criança denuncia estupro virtual com ajuda de IA; homem é condenado - Metrópoles

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Indaiatuba investiga um grave incidente de exposição e simulação de pornografia infantil que atingiu um colégio particular na cidade do interior paulista. Ao menos três menores são apontados como “parte” no caso, indicando que estariam envolvidos com a produção do material criminoso.

Conforme registros policiais obtidos pela reportagem, todas as vítimas são adolescentes do sexo feminino, cujas imagens foram adulteradas digitalmente, com uso de Inteligência Artificial (IA), e publicadas em sites de conteúdo pornográfico. O caso foi inicialmente registrado, em 11 de setembro, sob a classificação de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como vender ou expor fotografia e simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo.

O esquema criminoso consistiu na produção de montagens com o rosto das estudantes sobre corpos de mulheres nuas, gerando imagens que circularam em plataformas digitais e acumularam “milhares de curtidas”.

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A investigação apura divulgação de imagens ou vídeos de pornografia infantil
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A investigação apura divulgação de imagens ou vídeos de pornografia infantil
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A investigação apura divulgação de imagens ou vídeos de pornografia infantil

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Policiais apreenderam computadores do suspeito
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A advogada de uma das responsáveis informou à polícia que os autores do material teriam utilizado aplicativos de IA para criar as imagens, que mostravam as alunas vestindo o uniforme de um colégio particular, cujo nome será preservado para não expor as vítimas.

Descobrindo as montagens

A primeira denúncia partiu da mãe de uma adolescente, que reconheceu a filha na internet, confirmando tratar-se de uma montagem. A investigação policial levantou a identificação, até o momento, de 13 adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos. Todas as jovens identificadas formalmente no inquérito cursam diferentes turmas na mesma instituição de ensino.

Um fator que chamou a atenção dos responsáveis foi a rápida remoção do conteúdo da internet. As mães e curadoras das adolescentes, após descobrirem as fotos, comunicaram a intenção de registrar a ocorrência em um grupo da escola. “Instantes depois as fotos foram removidas do site”, diz trecho de documento policial.

Devido à agilidade da exclusão das imagens, os responsáveis desconfiam de que o autor, ou os autores que incluíram as montagens no site, seja de dentro do próprio colégio. A suspeita ganhou força com a inclusão de alunos nas investigações.

A Polícia Civil, em edições subsequentes do boletim de ocorrência, qualificou três adolescentes como possíveis responsáveis pela montagem das fotos.

O caso foi registrado primeiramente no Plantão Policial de Indaiatuba e, desde então, é investigado para identificar os responsáveis pela exposição das alunas.

O que diz a polícia e a escola

O colégio onde vítimas e supostos autores estudam afirmou ao Metrópoles, em nota, prestar apoio às famílias e às alunas, acrescentando colaborar com as autoridades “com tudo o que foi solicitado” para ser incluído na investigação. “Aguardamos ansiosamente para que os responsáveis sejam identificados e punidos de acordo com a legislação em vigor.”

Para preservar as vítimas, a escola pediu que seu nome não fosse divulgado, com o intuito de “blindar” as estudantes.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP), também em nota, afirmou que a Polícia Civil já colheu o depoimento das vítimas. Diligências são realizadas, acrescentou, “para esclarecer todos os fatos.”

A pasta não deu mais detalhes, pelo fato de o caso envolver menores de idade e, também, por se tratar de uma investigação sobre crime sexual.

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