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São Paulo

Aluna morta em escola conseguiu emprego há 1 mês e queria ser advogada

Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos, morta em escola da zona leste, era "adorável" e "família", relatam vizinhos na zona leste de SP

Jessica Bernardo, Bruno Ribeiro23/10/2023 12:53, atualizado 23/10/2023 13:19
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Reprodução/Instagram
Imagem colorida mostra rosto de Giovanna, adolescente branca, de cabelos pretos, com uma faixa na cabeça, sorrindo; ela foi morta com tiro na nuca dentro de uma escola em Sapopemba e seu corpo foi enterrado em Santo André - Metrópoles

São Paulo — A estudante Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos, morta nesta segunda-feira (23/10), durante um ataque à Escola Estadual Sapopemba, na zona leste de São Paulo, havia conseguido seu primeiro emprego há um mês, gostava de jogar vôlei e sonhava em ser advogada.

Os pais da adolescente estão abalados demais com a tragédia, segundo Reinaldo Lopes, vizinho da família. Ao Metrópoles, ele disse que a aluna assassinada dentro da escola era “adorável”.

Giovanna é a caçula de um casal de irmãos e havia acabando de receber seu primeiro salário, como auxiliar de escritório, o que era motivo de orgulho para todos que acompanhavam seu crescimento.

“Estava trabalhando fazia um mês, recebeu o primeiro salário agora, no dia 20. É um sonho que se interrompe”, disse Lopes. “Ela tinha o sonho de ser advogada, gostava de jogar vôlei e brincava muito com o pessoal aqui. É uma pessoa extremamente família”.

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Movimentação de policiais e imprensa nos arredores da Escola Estadual Sapopemba, onde ataque a tiros deixou aluna morta
Movimentação de policiais e imprensa nos arredores da Escola Estadual Sapopemba, onde ataque a tiros deixou aluna morta
Movimentação de policiais e imprensa nos arredores da Escola Estadual Sapopemba, onde ataque a tiros deixou aluna morta
Movimentação de policiais e imprensa nos arredores da Escola Estadual Sapopemba, onde ataque a tiros deixou aluna morta
Fachada da Escola Estadual Sapopemba, onde ataque a tiros deixou aluna morta
Movimentação de policiais e imprensa nos arredores da Escola Estadual Sapopemba, onde ataque a tiros deixou aluna morta
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Movimentação de policiais e imprensa nos arredores da Escola Estadual Sapopemba, onde ataque a tiros deixou aluna morta

Renan Porto/Metrópoles
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Renan Porto/Metrópoles
Atirador invadiu escola estadual em Sapopemba, matou aluna e feriu outros dois
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Atirador invadiu escola estadual em Sapopemba, matou aluna e feriu outros dois

Renan Porto/Metrópoles

Giovanna costumava esperar os amigos sentada em um banco na frente de sua casa para ir à escola. Aplicada, era considerada uma ótima aluna. “Ela era uma paz, por isso que foi embora. Deus recolheu porque era uma paz. Foi uma fatalidade, a gente entende isso, estava na frente do atirador e não era o alvo. Eram vários alvos. E acabou acontecendo”, afirmou o amigo.

Lopes estava em casa quando uma das amigas com quem Giovanna ia para a escola voltou correndo na manhã desta segunda-feira, contando que havia ocorrido um tiroteio na escola. A jovem, segundo Lopes, não teve coragem de dar a notícia e só conseguiu dizer que não tinha achado a amiga.

Em seguida, os tios da jovem foram à escola em busca de informações e souberam que ela estava entre as vítimas. Eles seguiram para o Hospital Geral de Sapopemba, para onde os baleados foram levados e lá tiveram a confirmação da morte da sobrinha.

Lopes ressalta que a fama da Escola Estadual Sapopemba é ruim. “É uma bagunça”, diz. Ele relata que são frequentes os casos de briga entre alunos, muitas delas ocorrendo em uma quadra de esportes. “A direção é muito omissa”, afirmou.

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