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São Paulo

Aliados pedem que vereador renuncie para evitar cassação por racismo

Aliados de Camilo Cristófaro querem que o vereador renuncie antes de sessão que vai decidir sobre sua cassação, após episódio de racismo

12/09/2023 19:24
André Bueno/Rede Câmara
imagem colorida mostra o vereador Camilo Cristófaro, homem branco e grisalho de roupa preta, falando no microfone - Metrópoles

São Paulo — Vereadores da base governista na Câmara Municipal de São Paulo começaram um movimento para tentar convencer o vereador Camilo Cristófaro (Avante) a renunciar até a próxima terça-feira (19/9), data em que a Casa deve votar sua cassação, em um processo de quebra de decoro parlamentar por racismo.

Ao Metrópoles, Camilo nega categoricamente que irá renunciar e diz que não cometeu nenhum crime.

“Renunciar é fugir. Fugir do quê? Decoro parlamentar do quê? Se o crime não existe”, dz o vereador.

Camilo é alvo de um processo de cassação desde maio do ano passado, quando afirmou, durante uma sessão virtual, que não lavar a calçada era “coisa de preto”. O processo ficou parado por quase um ano. No fim de agosto, a Corregedoria da Câmara aprovou um relatório defendendo a cassação do mandato de Camilo por quebra de decoro parlamentar.

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Camilo chegou a ser alvo de uma ação penal por causa do episódio, mas o juiz Fábio Aguiar Munhoz Soares, da 17ª Vara Criminal da capital, o absolveu, em julho.

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O vereador vem usando a decisão judicial em sua defesa, para tentar convencer aliados de que ele poderia se manter no cargo. Os demais parlamentares, porém, afirmam que o episódio teve grande repercussão e que a situação política do vereador é insustentável.

Por isso, aliados de Camilo têm defendido que ele renuncie para evitar a cassação, o que o tornaria inelegível por oito anos. Caso renuncie, ele ficaria apto a concorrer novamente nas eleições do ano que vem.

“Eu ando de cabeça erguida, tenho caráter, vergonha na cara, não mexo em dinheiro público”, diz Camilo.
Aliados pedem que vereador renuncie para evitar cassação por racismo