Alckmin alfineta Bolsonaro após assinar empréstimo do BB para Tarcísio. Vídeo

Vice-presidente disse que o petista Rui Costa, ex-governador da Bahia, teve de entrar na Justiça para obter crédito do BB na gestão anterior

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Cadu Gomes/VPR/Divulgação
O secretário da Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, e o vice-presidente Geraldo Alckmin na sede do Banco do Brasil na Avenida Paulista
1 de 1 O secretário da Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, e o vice-presidente Geraldo Alckmin na sede do Banco do Brasil na Avenida Paulista - Foto: Cadu Gomes/VPR/Divulgação

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) provocou nesta segunda-feira (13/4) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após assinar uma operação de crédito ao governo de São Paulo, chefiado pelo bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos). O empréstimo será usado no financiamento da obra do Túnel Santos-Guarujá, uma parceria da iniciativa privada com os governos estadual e federal.

Briga por paternidade de obra

Sem citar Bolsonaro, Alckmin disse que no governo anterior os recursos não eram liberados para estados governados por opositores políticos “em hipótese alguma” e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “melhor parceria” para São Paulo.

O vice-presidente usou o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), que governou a Bahia enquanto Bolsonaro presidia o Brasil, como exemplo, da crítica à relação federativa no mandato anterior.

“O ministro Rui Costa, que foi meu colega, governador da Bahia, conta que tinha assinado um contrato com um banco federal, para fazer uma determinada obra e, no governo anterior, não liberava em hipótese alguma. Ele teve que entrar na Justiça para poder ser liberado o recurso para o governo da Bahia. Só foi liberado imediatamente à ação judicial. O presidente Lula é um democrata, um parceiro dos Estados. É a melhor parceria que nós poderíamos ter com São Paulo”, disse Alckmin na sede do Banco do Brasil, em São Paulo.

O vice-presidente também listou, em seu discurso, investimentos do governo federal no estado. Ele lembrou os aportes do BNDES de R$ 6,4 bilhões para o Trem Intercidades, R$ 1,5 bilhão para o Rodoanel Norte e 6 bilhões para a Linha-2 do Metrô.

Após a assinatura do empréstimo, questionado por jornalistas sobre a ausência do governador Tarcísio na cerimônia, Alckmin colocou panos quentes e disse que o governo estadual esteve “muito bem representado” pelo secretário estadual da Fazenda, Samuel Kinoshita.

Nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, a cerimônia desta segunda-feira foi mal recebida. A solenidade organizada “a toque de caixa” teria o objetivo de disputar politicamente um procedimento burocrático: a assinatura do empréstimo.

A insatisfação ocorre na esteira do anúncio do empréstimo do BNDES ao Trem Intercidades, em que o Lula e o presidente do banco, Aloizio Mercadante, criticaram a ausência de Tarcísio. O governador teria sido chamado às pressas para o evento.

Alckmin preferiu “saudar o espírito federativo” em sua fala e abaixar o tom em relação à crítica de Lula há cerca de três semanas. Ele cumprimentou o governador Tarcísio “pela boa parceria”.

“Um bom financiamento”

O secretário Samuel Kinoshita, que representou o governo do Estado, destacou a parceria entre os governos federal e estadual e disse que o empréstimo do Banco do Brasil oferece a mesma taxa do mercado, mas agradeceu à União por ser o garantidor do crédito.

“Nessa metade que cabe ao Estado de São Paulo, nós obtivemos um bom financiamento. A taxa, digamos, de mercado, mas com garantia da União, o que o torna ainda mais interessante, como demais outros estados fazem frequente”, afirmou Kinoshita.

Mais cedo, em agenda para a entrega de estação de trem na zona sul da capital paulista, o governador Tarcísio de Freitas reforçou que o governo estadual poderia bancar a obra por conta própria porque já havia aberto crédito suplementar para bancar metade da obra. A outra parte seria paga com o empréstimo do Banco do Brasil.

Aliados de Lula que foram à assinatura da operação de crédito descartaram a hipótese e disseram que, na verdade, a parte de São Paulo na obra será paga com o empréstimo de um banco vinculado ao governo federal.

A obra do Túnel Santos-Guarujá deve custar R$ 6,8 bilhões, dos quais R$ 5,2 bilhões serão pagos pelos governos estadual e federal. O restante será bancado pelo consórcio português Mota-Engil que venceu a concessão da obra e a gestão do túnel por 30 anos.

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