Agressão sofrida por corredora no Ibirapuera provoca onda de denúncias

Homem que treinava corrida, ainda não identificado, deu uma ombrada no maxilar de corredora amadora que promete registrar caso na polícia

atualizado

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Mulher corre ao ar livre - Metrópoles
1 de 1 Mulher corre ao ar livre - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instragram

A corredora amadora, influenciadora e gerente internacional de vendas Noelle Pessoa pretende registrar um boletim de ocorrência, a pedido da administração do Ibirapuera, para que o parque da zona sul paulistana possa levantar imagens de agressões física e verbal sofridas por ela durante um treino, no último dia 19.

Noelle confirmou seu intuito ao Metrópoles, nesta sábado (2/8), explicando que a direção do parque pode procurar pelas imagens, mas somente após o caso ser formalizado com a Polícia Civil.

Ela compartilhou seu caso na internet, atraindo dezenas de mulheres que lhe relataram situações semelhantes de violência, também sofrida durante treinos esportivos.

No dia em que foi agredida por um homem — ainda não identificado — por causa da ausência das imagens, a atleta realizava um treino de corrida de 20 km no parque.

Agressão sofrida por corredora no Ibirapuera provoca onda de denúncias - destaque galeria
Maxiliar de vítima foi atingido por ombrada de homem que corria
Vítima pretende formalizar denúncia na polícia
Imagens de câmeras serão procuradas por parque após registro de BO
Seguidora de Noelle Pessoa enviou foto com olho roxo, após também ser ferida no Ibirapuera
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Seguidora de Noelle Pessoa enviou foto com olho roxo, após também ser ferida no Ibirapuera

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Maxiliar de vítima foi atingido por ombrada de homem que corria
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Maxiliar de vítima foi atingido por ombrada de homem que corria

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Vítima pretende formalizar denúncia na polícia
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Vítima pretende formalizar denúncia na polícia

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Imagens de câmeras serão procuradas por parque após registro de BO
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Imagens de câmeras serão procuradas por parque após registro de BO

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Em decorrência de uma inflamação, diagnosticada em 2017, ela passou treinar no Ibirapuera, intercalando o sentido da corrida, para evitar sobrecarga no quadril — como lhe foi indicado por um fisioterapeuta. Após percorrer 10km, seguindo a orientação do especialista, ela mudou o sentido do treino e percebeu que um homem — que vinha no sentido contrário — se aproximava.

De acordo com Noelle, ela se arriscaria caso tomasse a iniciativa de desviar, porque invadiria uma pista exclusiva para ciclistas. Já o corredor poderia mudar a sua trajetória, mas esperou até último instante, deixando o seu ombro bater no maxilar da vítima, aparentemente de propósito. Ela chegou a pensar que havia quebrado alguns dentes, tamanha foi a força da trombada.

Mais agressão

Noelle, após respirar um pouco, correu atrás do agressor e, após o alcançar, o empurrou pelas costas. O corredor a respondeu com agressividade e tentou dar um tapa no rosto da vítima. Ela conseguiu se esquivar a tempo, até que algumas pessoas apartassem a situação.

Após o ocorrido, a corredora compartilhou o caso em seu perfil no Instagram que, até a publicação desta reportagem, contava com 45,6 mil seguidores.

“Infelizmente, eu não fui a primeira e, pelo jeito, nem a última. Inclusive hoje [2/8] recebi um novo relato de uma seguidora, que também levou uma ‘ombrada’ maldosa no parque”, relatou Noelle ao Metrópoles.

O compartilhamento da agressão, ainda de acordo com gerente de vendas, a fez receber dezenas de denúncias. No mesmo dia, segundo relatado por ela à reportagem, uma seguidora lhe procurou, enviando uma foto de seu olho roxo (veja galeria acima), por causa de uma agressão sofrida no Parque do Ibirapuera, também durante um treino.

“Fiquei com meu olho roxo, uma semana antes do meu aniversário. Foi bem traumático. Demorei pra voltar a correr lá [Ibirapuera], e não fui mais sozinha”, afirmou a seguidora para Noelle.

Após a formalização da violência sofrida, que será, em breve, feita junto à polícia, o agressor deverá ser procurado para responder criminalmente pelo caso.

Dados fechados sobre violência contra mulheres, no ano passado em São Paulo, indicam a incidência de 357 casos diários, considerando os 101 mil boletins de ocorrência registrados pela Polícia Civil e contabilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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