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São Paulo

Adolescente sumida no Paraguai é achada com filha recém-nascida em SP. Veja vídeo

Adolescente de 15 anos foi encontrada no bairro Pimentas, em Guarulhos. Ela trabalhava como cozinheira em uma casa com outras 17 pessoas

21/05/2026 06:55, atualizado 21/05/2026 09:16
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Divulgação/ Polícia Militar
Adolescente sumida no Paraguai é achada com filha recém-nascida em SP

Uma adolescente de 15 anos, considerada desaparecida no Paraguai, foi encontrada, na noite dessa quarta-feira (20/5), no bairro Pimentas, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, ela estava trabalhando em uma casa com 17 pessoas – todos estrangeiros, o que pode caracterizar situação análoga à escravidão.

A adolescente foi encontrada com a filha, de apenas um mês de idade, em uma casa na Rua São Francisco Conde (veja vídeo acima). No local, além da jovem desaparecida e da filha, estavam outros 17 estrangeiros. Segundo a polícia, o grupo morava e trabalhava no imóvel, que funcionava como uma oficina de costura.

A PM apurou que a adolescente saiu da Cidade do Leste, no Paraguai, no dia 17 de maio, após brigar com familiares. Desde então, era considerada desaparecida e cartazes foram publicados nas redes sociais em busca de informações.

Com a filha recém-nascida, a jovem embarcou em um ônibus com destino à capital paulista. Ela chegou à oficina de corte e costura a partir do contato com outra paraguaia. A adolescente revelou que a promessa era de ganhar R$ 1 mil por mês, e que, desde que chegou, havia recebido apenas R$ 10.

Aos policiais, a adolescente disse ter fugido porque a mãe queria a guarda da neta, filha dela.

Trabalho de inteligência

A PM, em conjunto com o serviço de inteligência da Polícia Federal (PF), localizou o paradeiro da adolescente desaparecida depois que a jovem usou o celular de uma mulher para fazer contato com conhecidos na cidade natal. Foi então que policiais chegaram ao endereço da pessoa que emprestou o aparelho e, assim, localizaram a oficina onde a adolescente trabalhava.

Ainda segundo a polícia, a adolescente e a filha estavam no segundo andar do imóvel. O local era um quarto fechado por tapumes. Havia apenas um banheiro, que era usado por todos as 17 pessoas, além de uma cozinha pequena comunitária e com instalações precárias – tapumes espalhados e fios expostos.

A adolescente e a filha foram encaminhadas ao Consulado do Paraguai. O estado de saúde da recém-nascida é estável.

A dona da casa em que a adolescente e outros estrangeiros foram encontrados foi ouvida e liberada. O caso, registrado na Polícia Federal da Lapa, na zona oeste de São Paulo, segue sob investigação.

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