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São Paulo

50 toneladas de celulares são apreendidas em megaoperação contra roubo

Batizada de Operação Frankmobile, força-tarefa tinha por objetivo desarticular esquema de roubo, receptação e venda de celulares

10/09/2026 19:15, atualizado 10/09/2026 19:35
Reprodução
50 toneladas de celulares são apreendidas em megaoperação contra roubo

Uma megaoperação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) apreendeu 50 toneladas de aparelhos celulares roubados na capital. Batizada de Operação Frankmobile, a força-tarefa mobilizou 1.700 agentes, além de cães farejadores, com o objetivo de desarticular um esquema de roubo, receptação e venda de dispositivos na região central do município.

A Justiça expediu 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão em São Paulo e em Goiás, além de determinar o sequestro e bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 5 milhões. Conforme apurado pelo Metrópoles, até o momento, 15 pessoas foram presas.

Segundo a Promotoria, o esquema era dividido em quatro núcleos de atuação. O primeiro reunia os criminosos responsáveis por roubar os aparelhos. Entre os métodos, as autoridades citam a chamada “gangue do quebra-vidro”, que furta celulares de motoristas presos no congestionamento, bem como latrocínios e furtos em grandes eventos.

O segundo núcleo ficava encarregado de receber e desbloquear os celulares roubados, além de transferir os valores das contas bancárias das vítimas e subtrair dados pessoais.

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Já o terceiro cuidava da revenda dos aparelhos. Para isso, os criminosos alteravam o IMEI (número que identifica cada celular) e removiam outros bloqueios técnicos com o objetivo de realocar as peças. Como o esquema recorria a sites hospedados no exterior, os aparelhos eram vendidos sem vínculo aparente com os registros de crimes, burlando as iniciativas de bloqueio a partir do IMEI original.

Por fim, o quarto e último núcleo era responsável por desmontar os celulares e revender as peças separadamente para maximizar o lucro do esquema. Segundo o MPSP, boa parte das empresas detectadas na investigação está sediada no centro de São Paulo. Algumas delas nem sequer detêm regularidade formal e apresentam movimentação financeira incompatível com o seu porte.

A operação é fruto de investigação que iniciou há mais de dois anos e contou com apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Secretaria de Estado da Fazenda.