Norman Bates da vida real: o brasileiro que cresceu em um motel

Fabrício Ferreira já ganhou cerca de mil seguidores após contar sua história em thread no Twitter, no sábado (12/1). Entenda

atualizado

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Fabrício Ferreira Motel Holliday
1 de 1 Fabrício Ferreira Motel Holliday - Foto: Reprodução/Instagram

Fabrício Ferreira, de 22 anos, viralizou na internet após contar sua experiência de crescer em um motel. No último sábado (12/1), ele usou as threads do Twitter para compartilhar suas histórias nada convencionais com o motel Holliday, em Ananindeua, no Pará. Depois da repercussão da história, que teve mais de 30 mil curtidas, o rapaz já ganhou cerca de mil seguidores no Twitter.

O Metrópoles entrou em contato com o paraense para saber mais sobre sua vida, que parece ter saído diretamente de um filme de terror. Durante sua infância no estabelecimento, Fabrício presenciou tentativas de assassinato (inclusive dele mesmo), mortes, traições e prostituição. “Enquanto alguns viam TV Globinho, meu programa favorito era Sexy Hot”, disse. O jovem já chegou a se deparar com o corpo de um cliente que sofreu um infarto durante o ato sexual, além de outro que passou 45 dias sem sair do motel (só lendo o relato, que está no fim da matéria, para se ter ideia do quão sujo tudo ficou).

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Entrada do motel
Recepção
Saída
O motel, localizado antes do posto Líder BR, no bairro de Guanabara, cobra R$ 49,90 pela noite nos fins de semana e R$ 45,00 em dias úteis
Fabrício cresceu e vive até hoje no motel Holliday
Motel Holliday, localizado no Pará, no bairro de Guanabara
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Motel Holliday, localizado no Pará, no bairro de Guanabara

Fabrício Ferreira/Divulgação
Entrada do motel
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Entrada do motel

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Recepção

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Saída

Fabrício Ferreira/Divulgação
O motel, localizado antes do posto Líder BR, no bairro de Guanabara, cobra R$ 49,90 pela noite nos fins de semana e R$ 45,00 em dias úteis
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O motel, localizado antes do posto Líder BR, no bairro de Guanabara, cobra R$ 49,90 pela noite nos fins de semana e R$ 45,00 em dias úteis

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Fabrício cresceu e vive até hoje no motel Holliday
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Fabrício cresceu e vive até hoje no motel Holliday

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O jovem diz que não teve sua infância prejudicada pelo ambiente
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O jovem diz que não teve sua infância prejudicada pelo ambiente

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Banner de gratidão a Cleuza Ferreira, fundadora do motel e avó de Fabrício
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Banner de gratidão a Cleuza Ferreira, fundadora do motel e avó de Fabrício

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Após a repercussão da thread, que teve mais de 30 mil curtidas, Fabrício já ganhou cerca de mil seguidores no Twitter
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Após a repercussão da thread, que teve mais de 30 mil curtidas, Fabrício já ganhou cerca de mil seguidores no Twitter

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Internautas se divertiram com a história
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Internautas se divertiram com a história

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Muitas pessoas compararam Fabrício a Norman Bates, personagem fictício  criado pelo escritor Robert Bloch, que é o principal personagem do clássico Psicose, de Alfred Hitchcock
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Muitas pessoas compararam Fabrício a Norman Bates, personagem fictício criado pelo escritor Robert Bloch, que é o principal personagem do clássico Psicose, de Alfred Hitchcock

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Este é o Norman Bates original, interpretado por Anthony Perkins, no filme Psicose
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Este é o Norman Bates original, interpretado por Anthony Perkins, no filme Psicose

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O empreendimento nasceu a partir das dificuldades que a avó de Fabrício enfrentou na década de 60, no Paraná. Cleusa Ferreira era casada com um homem que a agredia constantemente e, por isso, começou a juntar dinheiro para se tornar independente do marido. Ela partiu para Belém, onde se prostituiu e atuou como modelo a fim de juntar recursos e montar seu negócio. Então, o Holliday foi construído no mesmo terreno de sua casa, na qual Fabrício cresceu e vive até hoje.

Ao contrário do que muitos pensam, Fabrício não teve sua infância prejudicada pelos gemidos que escutava entre quatro paredes ou pela pornografia que encontrou a partir da interferência de sinal na televisão de sua casa, com apenas cinco anos de idade.

“Não deixei de viver minha infância. Eu ajudava as camareiras, fazia piquenique com minhas primas, vivia livremente e quebrei o tabu de achar que não se pode falar sobre sexo. Viver lá era como uma diversão”, contou ele. Além disso, Fabrício diz que a experiência o ajudou a se descobrir homossexual: “Eu sempre via homens chegando juntos no motel e, com isso, percebi que ser gay era uma possibilidade, vi que era normal”.

Fabrício ainda desmentiu alguns mitos sobre motéis ao revelar que, mesmo quando um casal passa meia hora no apartamento, todo quarto é limpo como se tivesse sido usado por três horas. “Toda roupa de cama é super bem lavada, higienizada e passa por uma máquina de passar gigante para finalizar”, garantiu o jovem.

Confira a thread completa:

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