Dois idiomas, um aluno. As vantagens de uma escola bilíngue

Contato com outra língua na infância traz benefícios para todas as áreas do conhecimento. Aprendizado já pode começar na educação infantil

atualizado 17/10/2019 15:56

Giovanna Bembom/Metrópoles

Aspectos como proposta pedagógica, estrutura da instituição e referências externas são apenas alguns dos quesitos levados em consideração na hora de escolher a melhor escola para o filho. No entanto, cresce a procura por instituições que ofereçam, além dos atributos tradicionais, o ensino de um outro idioma de forma natural, que vá muito além de uma disciplina avulsa. Diante desse cenário, as escolas bilíngues surgem como uma excelente opção para uma educação diferenciada e que, certamente, abrirá muitas possibilidades pessoais e no mercado de trabalho para os estudantes.

Preocupados com o futuro do filho, os pais de Gabriel Lobofilho Falkemberg, 4 anos, Valmor e Anne, procuraram por uma escola em Brasília que oferecesse segurança, boa estrutura, ambientes limpos e alimentação saudável. Os quase 50 anos de história do Centro de Ensino Candanguinho (Cecan) pesaram nessa decisão.

“Como ele tinha apenas um ano e pouco, a minha preocupação no momento era achar um maternal seguro. A estrutura familiar e acolhedora foi o diferencial, o que nos deixou mais seguros para decidir”, lembra Valmor. No entanto, já no jardim de infância as preocupações de Valmor e Anne passaram a ser outras, e eles começaram a valorizar o ensino do inglês desde cedo. Alinhado com uma proposta moderna, o colégio deu início, em 2014, ao Global Program para alunos. Trata-se de uma proposta de ensino bilíngue para alunos da educação infantil e ensino fundamental I e II, que fortalece a identidade cultural do aluno ao mesmo tempo em que abre as oportunidades de participar plenamente da sociedade contemporânea.

Giovanna Bembom/Metrópoles
Anne e Valmor, com seu filho Gabriel, de 4 anos: aulas de inglês desde cedo

 

Benefícios
Quem inicia os estudos em outra língua logo na educação infantil, ou até mesmo na adolescência, tem rendimento maior em testes por ter mais familiaridade com o idioma. Para a psicóloga Camila Altavini, o contato com inglês desde criança traz maior segurança e confiança quando a pessoa busca por oportunidades de estudo ou trabalho em outros países.

“A infância é o melhor período para se aprender uma segunda língua, pois o cérebro tem maior plasticidade neuronal. Quanto maior a quantidade de estímulos cognitivos, mais amplas serão as conexões sinápticas. Isso facilita e potencializa o aprendizado, não só de um outro idioma, mas também de outras áreas do conhecimento”, afirma a especialista em psicologia.

O ensino bilíngue proporciona uma ampliação cultural, de acordo com Agnaldo Araújo, consultor corporativo de idiomas do Grupo SEB (Sistema Educacional Brasileiro). “Os conteúdos são trabalhados de acordo com o currículo e a cultura internacionais, com adequações à realidade da comunidade escolar”, explica.

A vantagem é que a criança consegue aprender em contextos naturais, vivenciando a língua estrangeira desde cedo

Agnaldo Araújo, consultor do Grupo SEB

Gabriel estuda há apenas dois anos no Global Program. No entanto, os seus pais já notaram a rápida evolução do aprendizado do filho. “Antes da escola, tínhamos o hábito de falar em inglês na frente dele para não saber o assunto da conversa. Apesar dele não saber falar o idioma estrangeiro, agora já consegue entender o contexto”, ressalta Anne.

10 motivos para matricular seu filho em uma escola bilíngue

Ensino bilíngue
A escola oferece dois programas de ensino em inglês: o Global Program, para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, e High School, voltado para o Ensino Médio. As crianças vivenciam conteúdos acadêmicos em um ambiente pluricultural.

A metodologia utilizada pelo Cecan no ensino bilíngue é o de “Aprendizado Integrado de Conteúdo e Linguagem por meio da abordagem de projetos” — Content Language and Integrated Learning & Project Based Learning (CLIL & PBL). Isso quer dizer que o ensino do idioma integra diversas áreas, em disciplinas como matemática, estudos sociais, artes e ciências. Ao estudar os conteúdos curriculares em inglês, o aluno acaba aprendendo a língua de forma natural.

Com a vivência e experiência em contextos e conteúdos internacionais em segunda língua, o cérebro bilíngue pensa e se desenvolve de modo que a aprendizagem seja mais proveitosa.

Agnaldo Araújo, consultor do Grupo SEB

“Os alunos desenvolvem a consciência metalinguística, em que o processo cognitivo é consolidado pelo contexto de habilidades comunicativas e relacionais”, argumenta o consultor Agnaldo Araújo.

Já para os adolescentes que cursam o 9° ano ou a 1º ano do Ensino Médio, o Cecan oferece o High School com certificação de Keystone, tradicional instituição norte-americana que já formou mais de 250 mil alunos em todo o mundo. Nesse programa, o estudante cursa, em média, nove horas semanais em língua inglesa. Pela parceria estabelecida com Keystone, boa parte do currículo do Cecan é convalidada nos Estados Unidos. Ou seja, ao se formar no 3° ano no Brasil, o estudante adquire dois diplomas: um brasileiro e outro, norte-americano.

iStockTradição
A trajetória do Centro de Ensino Candanguinho começou pelas mãos da educadora Doralice Crivaro, a Tia Dorinha, com uma unidade de educação infantil na Asa Sul. Hoje, sediado no Sudoeste, o Candanguinho atende alunos de 4 meses de idade até o Ensino Médio. Ao longo dos anos, o Cecan manteve a excelência que acompanhou sua fundação, adotando os novos conceitos da educação e investindo em tecnologias que auxiliem no aprendizado dos alunos.

“Somos uma escola tradicional de Brasília que cresceu sem perder a qualidade do atendimento às famílias. Valorizamos as relações humanas dentro e fora da sala de aula. Respeito é um dos valores que ensinamos e praticamos. Isso é essencial para termos resultados pedagógicos”, pondera Júlio Egreja, diretor geral do Candanguinho.

Segundo ele, há um senso comum que estabelece que, para se alcançar níveis de excelência na aprendizagem, a escola tem que exercer uma pressão emocional exagerada nas crianças e jovens. “Os últimos resultados do ENEM colocam novamente o Cecan entre as dez melhores escolas do DF. Estamos provando que é perfeitamente possível, e moralmente mais adequado, fazer os alunos desenvolverem o máximo de seus potenciais e entrarem na universidade que desejarem, em um ambiente socialmente saudável, em que todos se respeitem e se sintam bem”, diz Egreja.

A integração entre funcionários e familiares dos estudantes é um dos pontos positivos destacados pelos pais de Gabriel Lobofilho. “Quem conhece um pouco mais a escola consegue perceber que não só a criança é acolhida, mas também os pais. É uma grande família. Você acaba conhecendo  todos, professores, coordenadores, seguranças. Traz uma tranquilidade para gente”, conta Valmor.

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High School, com certificação de Keystone: nove horas semanais de língua inglesa

 

Regularmente, os pais são convidados a participar de eventos culturais e comemorativos e atividades em sala de aula. A escola também envia dicas de recursos digitais e pedagógicos para que interajam com os seus filhos em casa. O Open House, por exemplo, é um evento lúdico-pedagógico em sala de aula com a participação da família. Junto dos pais, o aluno realiza algumas das atividades que faz no dia a dia da escola.

Diferenciais do ensino
Além de ser uma escola que aplica conceitos globalizados, o Cecan também investe em suportes tecnológicos e atividades extracurriculares para auxiliar e até complementar o currículo. A instituição valoriza projetos digitais, atividades culturais e artísticas, cozinha experimental, parque aquático, laboratório de ciências, entre outros.

Uma escola bem estruturada pedagogicamente também ajuda no desenvolvimento da criança. “Nossa geração, por exemplo, não sofreu a pressão de ter fluência em inglês. Hoje, as crianças têm que estar preparadas, pois o mercado de trabalho está cada vez mais exigente. O ensino bom é um dos diferenciais no futuro”, conclui Valmor.

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