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Cinco erros comuns no inverno que causam rinite e sinusite

No clima frio e seco é comum o aumento de crises causadas por essas doenças. Confira algumas atitudes que podem te ajudar a preveni-las

 

A cena é clássica. Você entra em um ambiente e o nariz logo começa a coçar. Alguns minutos depois, os olhos lacrimejam, vem uma sessão de espirros e o nariz fica congestionado. E o pior é que o incômodo pode durar dias ou semanas. Se você conhece bem esse filme, provavelmente está entre as 400 milhões de pessoas que sofrem com rinite alérgica em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A rinite é uma inflamação da mucosa que reveste o nariz e causa os sintomas descritos acima. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, ela não é uma exclusividade de quem sofre de alergias respiratórias, como explica o otorrinolaringologista Caio Athayde, do Centro de Otorrinolaringologia – Ceol:

“Todo mundo pode ter rinite. Um resfriado, por exemplo, inclui uma rinite. No entanto, alguns pacientes têm essas reações de maneira frequente. Mesmo com poucos estímulos, qualquer poeira ou mudança de temperatura, esses sintomas surgem de maneira exacerbada. Nesses casos, o diagnóstico é de rinite crônica”.

Outro problema associado às vias aéreas superiores é a sinusite, uma inflamação das mucosas dos seios da face. Segundo estimativas de órgãos da saúde, mais de 37 milhões de pessoas apresentam a enfermidade todos os anos no Brasil. Ela é, muitas vezes, uma complicação da rinite.

Imagine um grande corredor com várias salas. Assim é o nosso nariz, que funciona como um duto principal, onde o ar flui da parte externa e vai para o pulmão. As salas são as cavidades da face. Tudo isso é revestido por uma membrana. Quando a inflamação é maior, atinge também as cavidades."
Caio Athayde, otorrinolaringologista

De acordo com o otorrinolaringologista, tanto a rinite quanto a sinusite podem ocorrer devido a infecções geradas por bactérias, fungos ou vírus, em gripes e resfriados. Nos casos crônicos, a maioria deles tem origem alérgica, que costuma ser hereditária. “Para confirmar, somente por meio de um exame de sangue ou de contato”, explica o doutor.

Infelizmente, a cura só é viável para pacientes que têm episódios isolados. Para os doentes crônicos, é indicado o tratamento medicamentoso, que pode incluir imunoterapia. “No inverno, quando o clima fica mais frio e seco, o cuidado tem que ser redobrado”, ressalta.

A psicopedagoga Ana Cláudia Nogueira, de 29 anos, não vacila. Conhece bem os sintomas e sabe exatamente os alérgenos que podem derrubá-la em minutos. “Ácaro, poeira, tabaco… até se alguém passar perto de mim com perfume forte, eu travo. O nariz fecha, o olho começa a lacrimejar e vem uma sequência de espirros. Já contei 13 espirros, um atrás do outro”, lembra.

Em apenas um ano, ela chegou a ter 14 crises de garganta, todas resultado da rinite. Além disso, bronquite e asma também fazem parte dos episódios. “O que incomoda muito são as situações constrangedoras que passo. Recentemente, viajei com minha família e ficaríamos hospedados na casa de um amigo. Mas não foi possível porque quando cheguei lá, travei. Tinha cheiro de mofo e meu nariz entupiu na hora. Tive que pedir desculpas e ir para um hotel”, recorda.

A alergia vem desde a infância. A avó tinha o problema e as duas filhas dela, Alice, de sete anos, e Isabela, de cinco, também sofrem do mesmo mal. A mais nova já chegou a ficar 14 dias internada por causa de uma crise de alergia que virou pneumonia. Para prevenir as crises, todas tomam uma série de cuidados, especialmente nesta época do ano.

Veja as principais recomendações para evitar os inimigos de que sofre com rinites e sinusites:

 

Centro de Otorrinolaringologia – Ceol
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