Corrupção no Brasil diminuirá 20% até 2038
Como as gravações de registros estão mais fáceis, o avanço da transparência e a diminuição das corrupções política e social são a tendência
Peter Kronstrom
Com olhar de quem é apartidário e apolítico, acredito que nos próximos 20 anos a corrupção deve diminuir em 20% no Brasil. E não se trata de astrologia nem premonição. A grande aliada dessa transformação no cenário político será a tecnologia, que tem facilitado a transparência por meio do acesso à informação.
Como as gravações e captações de registros estão mais fáceis, o avanço da transparência e a diminuição das corrupções política e social em nível global são a tendência. A responsabilidade, então, está nas mãos dos cidadãos e depende de como eles vão usar a tecnologia a favor do povo, a fim de incentivar essa transparência.
Pesquisas do Instituto Copenhagen de Estudos do Futuro mostram que o destino do Brasil é cada vez mais incerto, mas de uma coisa temos convicção: o brasileiro sabe se virar. Ele tem o talento de liderar e sabe como sobreviver diante de alto grau de incertezas política, econômica e social. O fato é que o brasileiro é capaz de se reinventar com instinto natural.Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEstive em Brasília para participar da comemoração dos 50 anos do UniCeub, no evento Campus do Amanhã. Como pesquisador do futuro, falei sobre o “Olhar para o futuro” e, assim como renomados colegas que lá se apresentaram, mencionei a educação como pilar fundamental para a construção do mundo que queremos.
Combater desigualdades
O Brasil vive um momento de descoberta da transparência por meio do acesso à informação, e o primeiro passo de quem sonha em ter um país transformado é desejar a mudança. O próximo passo rumo ao desenvolvimento começa pela educação dentro de casa. A escola é um complemento. Por isso, a importância do estímulo ao sentido de cidadania e responsabilidade como forma de combater desigualdades sociais, para avançarmos em um futuro de qualidade.
Uma dica que costumo dar como especialista em tendências é: nunca podemos perder de vista alguns questionamentos. Qual é o futuro que queremos? Quais são as nossas possibilidades? O futuro não é um anônimo que vem tirar nossos empregos e destruir tudo. O futuro está acontecendo. O futuro pode, sim, ser influenciado – e sim, nós podemos trabalhar por um amanhã melhor.
*Peter Kronstrom é diretor do Instituto Copenhagen de Estudos do Futuro e fundador do Future Lounge



