YouTube é o preferido para informação sobre investimentos no Brasil, diz pesquisa
YouTube liderou pelo segundo ano consecutivo na preferência dos investidores para buscar informação, de acordo com pesquisa da Anbima
atualizado
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Pelo segundo ano consecutivo, o YouTube é o canal favorito dos brasileiros para buscar informação sobre investimentos, segundo pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Os números estão na 6ª edição do “Raio X do Investidor Brasileiro”, sondagem divulgada nesta quinta-feira (22/6) e feita em parceria com o Datafolha.
O YouTube tem preferência de 37% dos entrevistados na hora de buscar informações, segundo a pesquisa, mesmo percentual do ano anterior. A televisão vem em segundo, com 32% (em 2021, eram 34%).
Já o Instagram, terceiro colocado, teve o maior crescimento no último ano: passou de 25% para 29%. Enquanto isso, WhatsApp e Facebook perderam influência.
Na pesquisa, os entrevistados poderiam escolher uma ou mais opções.
“Não é de hoje que as redes sociais têm conquistado espaço e desempenhado um papel importante na disseminação de temas relacionados a finanças pessoais e investimentos. A predominância do YouTube e a ascensão do Instagram entre as preferências dos investidores comprovam isso”, disse Marcelo Billi, superintendente de educação da Anbima, em nota.
“É interessante que as instituições financeiras enxerguem essa tendência como uma oportunidade de agregarem ou ampliarem conteúdos educacionais nas estratégias de seus canais digitais, oferecendo informação qualificada aos clientes”, afirmou Billi.
YouTube é mais popular na classe A/B e entre jovens
A preferência dos investidores sobre os canais varia a depender da classe social.
Dentre investidores na classe D/E, a TV é a preferida (47% usam esse canal para buscar informações sobre investimentos).
Na classe A/B, o YouTube é usado por 43% dos investidores (contra 27% na classe C e 35% na classe D/E).
Nos grupos por idade, a geração Z, entre 16 e 25 anos, usa mais o YouTube do que a média (55%). Já a TV vence entre os boomers, de 61 a 75 anos (44%).
A pesquisa Anbima/Datafolha foi feita entre 9 e 29 de novembro de 2022, com 5.818 pessoas das classes A/B, C e D/E, de 16 anos ou mais, nas cinco regiões do país. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos.
