Vendas de chips devem bater US$ 1 trilhão em 2026, diz associação
No ano passado, vendas globais de chips atingiram US$ 791,7 bilhões (o equivalente a R$ 4,14 trilhões), o que representou um salto de 25,6%
atualizado
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As vendas globais de chips, microprocessadores e semicondutores devem bater a marca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,23 trilhões, pela cotação atual) em 2026, de acordo com estimativas divulgadas pela Associação da Indústria de Semicondutores – grupo que reúne a maioria das empresas de chips dos Estados Unidos.
Segundo a entidade, no ano passado, as vendas de chips atingiram US$ 791,7 bilhões (o equivalente a R$ 4,14 trilhões), o que representou um salto de 25,6% em relação a 2024. A tendência, de acordo com a associação, é que esse crescimento siga no mesmo ritmo ou se intensifique em 2026.
Entenda
- Semicondutores são materiais com condutividade elétrica intermediária.
- Sua propriedade mais importante é a capacidade de mudar de isolante para condutor dependendo das condições, como temperatura, pressão ou radiação, o que os torna essenciais para a criação de chips e componentes eletrônicos.
- O material mais comum é o silício.
- Os chips, também conhecidos como circuitos integrados, são o produto final processado que utiliza esses materiais para funcionarem em dispositivos eletrônicos.
“Carteira de pedidos está cheia”
Segundo os dados da entidade norte-americana, o maior crescimento registrado pelo setor no ano passado foi o dos chips de computação avançada, fabricados por gigantes de tecnologia como Nvidia, AMD e Intel. As vendas desses produtos subiram 39,9% em 2025, movimentando US$ 301,9 bilhões (R$ 1,57 trilhão).
Em seguida, apareceram os chips de memória, cujos preços vêm disparando nos últimos meses diante da escassez induzida pelos investimentos em inteligência artificial (IA). As vendas desses itens registraram alta de 34,8%, para para US$ 223,1 bilhões (R$ 1,16 trilhão).
“O refrão que ouvi foi: ‘Ninguém sabe o que vai acontecer com a expansão da IA daqui a um ano, mas minha carteira de pedidos está completamente cheia’”, afirmou à Reuters o presidente da Associação da Indústria de Semicondutores, John Neuffer. “Pelo menos para o próximo ano, estamos em uma trajetória bastante forte”, projetou.
Corrida global
A disputa global em torno dos semicondutores envolve uma verdadeira corrida por minerais críticos capitaneada por EUA, China, Japão e diversas nações da Europa. Quase toda a cadeia de fabricação demanda vários metais e minerais estratégicos.
A produção desses minerais está concentrada em poucos países, entre os quais a China – que responde atualmente por cerca de 70% da mineração de terras raras, mais de 90% do refino e quase 100% da produção de ímãs permanentes.
