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Negócios

Vale contesta conselheiro que apontou “nefasta influência política”

Em nota divulgada ao mercado, empresa disse que segue "estatuto social" e "regimento interno" no processo de sucessão do novo CEO

13/03/2024 10:35, atualizado 13/03/2024 11:40
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Reprodução
Vale

A Vale afirmou por meio de nota, divulgada na noite desta terça-feira (12/3), que a atuação de seu Conselho de Administração no processo de definição do novo presidente da companhia “está rigorosamente em conformidade com o estatuto social” e com o “regimento interno e políticas corporativas” da empresa.

O comunicado é uma resposta à carta de renúncia do conselheiro José Luciano Duarte Penido, amplamente veiculada na imprensa, na segunda-feira (11/3). No texto, Penido afirmou que o processo sucessório do comando da Vale “vem sendo conduzido de forma manipulada, não atende ao melhor interesse da empresa e sofre evidente e nefasta influência política”.

Penido disse ainda que o Conselho da empresa “formou uma maioria cimentada por interesses específicos de alguns acionistas lá representados, por alguns com agendas bastante pessoais e por outros com evidentes conflitos de interesse”. Ele acrescentou que não acredita mais “na honestidade de propósitos de acionistas relevantes da empresa no objetivo de elevar a governança corporativa da Vale ao padrão internacional de uma corporation (companhia sem controle definido)”.

A carta foi enviada a Daniel Stieler, presidente do Conselho, a Gustavo Pimenta, diretor Financeiro e de Relações com Investidores, e a Luiz Gustavo Gouvea, diretor de Governança Corporativa.

Penido foi presidente do conselho de administração da Vale antes de Sieler e diretor-executivo da Samarco de 1992 a 2003. Ele comandou o Conselho da Fibria Celulose por 10 anos.

Na semana passada, a Vale decidiu estender o mandato do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, que vencia em maio, até dezembro deste ano. Uma consultoria internacional fará uma lista tríplice para a escolha do novo presidente da mineradora. O governo federal tentou emplacar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no cargo, mas recuou nas últimas semanas.

A Vale foi a empresa que mais perdeu valor de mercado na Bolsa brasileira (B3) em 2024. Na avaliação de analistas, a queda das ações da companhia está diretamente relacionada a questões de ingerência política na gestão da mineradora, além de problemas pontuais com o mercado internacional de minério de ferro.

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