Sem paz: bolsas da Europa afundam após Trump fechar Estreito de Ormuz

Índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas da Europa listadas em bolsas, fechou em queda de 0,16%. Paris, Londres e Frankfurt recuam

atualizado

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Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
Estreito de Ormuz
1 de 1 Estreito de Ormuz - Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam em baixa, nesta segunda-feira (13/4), diante do recrudescimento da guerra entre Estados Unidos e Irã, após o fracasso nas negociações de paz o bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado por Donald Trump.

Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em queda de 0,16%, aos 613,88 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX recuou 0,26%, aos 23,7 mil pontos.
  • Em Londres, o FTSE 100 encerrou o pregão com perdas de 0,17%, aos 10,5 mil pontos.
  • O CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou o dia em baixa de 0,29%, aos 8,2 mil pontos.
  • O Ibex 35, de Madri, também encerrou a sessão no vermelho, tombando 0,99%, aos 18 mil pontos.

Trump bloqueia Ormuz

Entrou em vigor a partir das 11h desta segunda-feira (pelo horário de Brasília) o “bloqueio total” no tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O governo norte-americano afirma que o bloqueio abrangerá todas as embarcações de qualquer país, que tenham “origem ou destino em qualquer porto iraniano”, incluindo o Golfo de Omã e o Mar Arábico, ao sudeste do Estreito de Ormuz.

Em 28 de fevereiro, o Irã iniciou o fechamento da passagem do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo usado no planeta. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) permitia apenas a passagem de petroleiros de países aliados e sob pagamento.

Com o fracasso das negociações de um acordo de paz, Trump decidiu subir o tom e garantir que nem mesmo os petroleiros do Irã atravessem a passagem de Ormuz.

De acordo com o site de monitoramento marítimo Hormuz Strait Monitor, sete embarcações atravessaram a rota marítima nas últimas 24 horas. O comunicado do Exército americano ainda alega que navios que não tenham destino ou origem em portos iranianos não serão afetados pelo bloqueio.

“As forças do Exército americano não impedirão a liberdade de navegação para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz com destino ou origem em portos não iranianos”, diz a nota do Comando Central dos EUA.

Quem furar bloqueio será “eliminado”, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os navios iranianos que furarem o bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz serão “eliminados”.

Em post nas redes sociais, o chefe da Casa Branca ameaçou qualquer tentativa do regime iraniano de romper com o bloqueio. “A Marinha do Irã jaz no fundo do mar, completamente destruída – 158 navios. O que não atingimos foi o pequeno número de seus chamados ‘navios de ataque rápido’, pois não os consideramos uma grande ameaça”, disse.

“Aviso: Se algum desses navios se aproximar do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar”, continuou Trump.

Em sua conta oficial no X, a Casa Branca reafirmou a posição do presidente norte-americano.

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