Para Armínio Fraga, política fiscal do governo Lula é “suicida”

Para ex-presidente do BC, Brasil corre perigo “enorme” e precisa corrigir rumo da relação entre gastos e receitas da administração fedral

atualizado

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Edilson Rodrigues/Agência Senado
Armínio Fraga
1 de 1 Armínio Fraga - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central (BC), disse, nesta segunda-feira (6/10), que o risco fiscal (dado pela relação entre gastos e receitas do governo federal) pode levar o Brasil à uma crise de grandes proporções. A afirmação foi feita durante comentários sobre a palestra do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, no ciclo de debates “O Brasil na visão das lideranças públicas”, realizado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.

Para Armínio Fraga, que definiu a atual política fiscal como “suicida”, o país vive “um risco enorme”. “Se não houver correção de rumo, viveremos uma crise de grandes proporções”, afirmou

Arminio Fraga disse que aceitou o convite feito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para assumir o BC em poucas horas. “O que fez a diferença nas conversas foi a confiança que o presidente me passou em relação à política fiscal”, disse. “Haia um compromisso de fazer um ajuste fiscal de 4 pontos do PIB (Produto Interno Bruto). E foi feito.”

“Hoje, vejo uma situação diferente que é preocupante”, afirmou Armínio. “Muita gente começa a usar termos como dominância fiscal”. Esse tipo de situação ocorre quando a política fiscal do governo (com alta dívida e déficits) limita a eficácia da política monetária, impedindo o BC de controlar a inflação, mesmo com o aumento dos juros.

O economista citou como agravante desse quadro o fato de o Brasil ter juros reais de 10% ao ano (nominais de 15%) numa economia que tem exibido ganhos de produtividade “incrivelmente modestos”, com investimentos baixos. Ele notou ainda que, na atual conjuntura, o “tema fiscal é de longe o mais importante e as taxas de juros são um sintoma inequívoco” do problema.

Fraga observou que “essas isenções todas” pressionam a taxa de juros para cima e quem paga a conta é o Tesouro. Com isso, acrescentou, o “horizonte de dinâmica da dívida pública torna-se muito complicado”.

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