Quais estados do Brasil ganham (e quais perdem) com guerra das tarifas

Modelo computacional de pesquisadores de Minas Gerais calculou o impacto da batalha comercial entre EUA e China em todas regiões do país

atualizado

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Chip Somodevilla/Getty Images
Imagem colorida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
1 de 1 Imagem colorida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

A guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai provocar efeitos diversos sobre as economias globais. E essa mesma lógica vale para os estados brasileiros. Alguns deles vão ganhar, mas outros devem amargar perdas de diversos tamanhos nas relações comerciais (veja, abaixo, quadro completo com o “quem ganha e quem perde”).

Um estudo realizado por pesquisadores do Núcleo de Estudos em Modelagem Econômica e Ambiental Aplicada (Nemea), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que os estados cuja produção está relacionada ao agronegócio tendem a encabeçar a lista dos vencedores. Em contrapartida, os mais industrializados devem ficar no prejuízo.

“Nós adaptamos modelos para entender como as tarifas comerciais dos EUA e da China afetam a economia brasileira e mundial”, diz o pesquisador Edson Paulo Domingues. “Concluímos que, no geral, a economia brasileira teria um pequeno impacto positivo de 0,02% no PIB. No entanto, alguns setores industriais, como ferro e aço, sofreriam mais.”

Dentro do Brasil, destaca Domingues, há resultados diversos. “Mato Grosso e Goiás se beneficiariam devido à sua forte atividade agrícola, como é o caso da soja”, afirma. “A análise também mostrou que estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro seriam negativamente afetados, destacando as diferenças regionais nos impactos das tarifas.”

Cadeia produtiva

O pesquisador do Nemea, que faz parte do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), observa que o modelo computacional utilizado levou em conta a cadeia produtiva dos itens produzidos. “Assim, um efeito positivo no agro em um estado pode repercutir na fabricação de máquinas em outra região”, afirma. “Também consideramos o comércio existente entre os estados.”

As conclusões da análise mostram que o Mato Grosso (R$ 2 bilhões), o Mato Grosso do Sul (R$ 292 milhões) e Goiás (R$ 259 milhões) são estados em que as tarifas de Trump teriam impacto, pela preponderância de atividades agrícolas. Por outro lado, pela atividade industrial, São Paulo (R$ -1,6 bilhões) e Minas Gerais (R$ -560 milhões) ficam no negativo.

 

 

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