Pelo 2º dia, queda do valor de mercado dos bancos fica em R$ 40 bi

Recuperação das ações nesta quarta-feira (20/8) não foi suficiente para superar baque registrado na véspera, quando papéis despencaram na B3

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1 de 1 Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

A queda do valor de mercado dos cinco maiores bancos de capital aberto do Brasil manteve-se na casa dos R$ 40 bilhões, nesta quarta-feira (20/8). Isso significa que a recuperação do preço das ações dessas instituições financeiras na Bolsa brasileira (B3) não foi suficiente para recuperar a queda registrada no pregão da véspera.

Na terça-feira (19/8), as ações dos “bancões” registraram forte desvalorização, com perda conjunta de valor de mercado de R$ 41,98. Nesta quarta-feira (20/8), houve uma recuperação. Ainda assim, o baque permaneceu em R$ 40,49 bilhões, considerados os dois dias.

De acordo com dados da consultoria Elos Ayta, no caso do Itaú, por exemplo, o preço de mercado do bando havia caído R$ 14,71 bilhões no pregão de terça. Nesta quarta, o quadro melhorou, com as ações fechando em leve alta, mas, considerados os dois dias, o valor ainda permaneceu negativo em R$ 13,89 bilhões.

No caso do Banco do Brasil, entre terça e quarta, a perda de valor passou de R$ 7,25 bilhões, mas, apesar da melhora na última sessão da Be, permaneceu em R$ 6,91%. Para o Bradesco, a mudança foi R$ 5,39 para R$ 4,81 e, para o Santander, os números foram de R$ 3,20 bilhões para R$ 1,82 bilhão.

No caso do BTG, o valor de mercado não melhorou. Como as ações do banco mantiveram-se no vermelho na quarta-feira, o resultado negativo acumulado das ações passou de R$ 11,41 bilhões para R$ 12,86 bilhões.

O valor de mercado de uma empresa é calculado com base no preço da ação na data do cálculo, multiplicado pela quantidade de papéis da companhia em circulação no mesmo dia.

Origem do baque

A queda do valor de mercado dos bancos foi resultado da polêmica que cercou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na segunda-feira (18/8), negou a eficácia automática de leis estrangeiras no Brasil.

A medida foi contestada pelo governo dos Estados Unidos e interpretada pelo mercado como uma forma de blindar o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, incluído na Lei Magnitsky pelo governo americano, em 30 de julho. Dino, porém, contestou que a queda do Ibovespa, o principal índice da B3, e das ações dos bancos, estivesse relacionada às sua decisão.

Na avaliação de Einar Rivero, sócio da Elos Ayta, no caso das instituições financeiras, a queda do valor de mercado foi proporcional a dois fatores: o tamanho dos bancos (quanto maior o valor de mercado, maior o tombo em reais) e as relações que mantêm com o mercado dos Estados Unidos.

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