Para o mercado, prévia da inflação de setembro foi “benigna”

Especialistas consideram que, apesar da elevação de 0,48%, IPCA-15 mostrou dinâmica inflacionária positiva. Mas juros devem permanecer altos

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Na avaliação da maior de analistas do mercado, a prévia da inflação de setembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), foi “benigna”. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (25/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador acusou uma elevação de 0,48%. A expectativa do mercado, no entanto, era de um avanço de 0,52%.

Na avaliação de André Valério, economista-sênior do Banco Inter, o resultado de setembro indica que a dinâmica inflacionária caminha para o campo positivo, com diversas surpresas de baixa inflacionária nos últimos meses. “Esperamos que essa tendência permaneça, com a apreciação do real contribuindo para manter a inflação de bens acomodada”, diz. “Enquanto isso, a continuidade da política monetária restritiva (ou seja, os juros altos) deve ser sentida de maneira mais intensa nas próximas leituras.”

Para Valério, contudo, os dados do IPCA-15, embora qualitativamente positivos, não devem alterar a condução da política monetária no curto prazo. “O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) ainda se mostra cauteloso com os ganhos na inflação e deverá optar por uma abordagem restritiva por mais tempo”, afirma. “Com isso, alteramos nossa projeção do início do ciclo de cortes para a reunião de janeiro de 2026, mas mantemos a expectativa de que a Selic encerre 2026 a 12%.”

Para Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord), o IPCA-15 de setembro mostrou aceleração depois de deflação de agosto, influenciado principalmente pelo reajuste das tarifas de energia elétrica com o fim do bônus de Itaipu. “Apesar desse efeito pontual, os números vieram positivos: a prévia da inflação oficial ficou levemente abaixo do esperado pelo mercado, a alimentação no domicílio manteve queda pelo quarto mês consecutivo e os serviços seguem em processo gradual de moderação”, diz.

“A composição do indicador pode ser considerada benigna, com núcleos (dos quais são excluídos os preços mais voláteis) mostrando sinais de desaceleração consistente e reforçando a tendência de alívio na inflação subjacente”, diz Spyer. “Os dados de setembro confirmam que, mesmo diante de choques temporários, a dinâmica de preços segue em trajetória favorável, transmitindo maior confiança para o cenário econômico.”

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