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Negócios

O "efeito Mercadante" sobre as ações do Banco do Brasil

Ações do Banco do Brasil acentuam queda após anúncio de que Aloizio Mercadante presidirá o BNDES; investidor vê riscos para bancos públicos

13/12/2022 18:36
Reprodução/Direção Concursos
Banco do Brasil agência (1)

As ações do Banco do Brasil negociadas na Bolsa de Valores fecharam o dia em queda de mais de 4%, na pior cotação em mais de seis meses.

Os investidores reagiram à indicação de Aloizio Mercadante para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição que, assim como o BB, é controlada pelo governo federal.

A nomeação de Mercadante para o BNDES foi anunciada por Lula na tarde desta terça-feira (13/12), durante evento de agradecimento aos grupos de trabalho da equipe de transição.

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Embora Mercadante ainda tenha um longo caminho para conseguir alcançar o comando do banco estatal, a indicação do político petista teve um efeito negativo no mercado e, em especial, nas ações do Banco do Brasil.

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Os investidores parecem ter precificado um futuro de interferência política sobre os bancos públicos. Lula já vinha afirmando que pretende ressuscitar a estratégia de usar instituições como Caixa, Banco do Brasil e BNDES para financiar o crescimento da economia.

Casa arrumada

Para o BB, o risco é que a interferência do governo cause um retrocesso operacional. Nos últimos anos, o banco público fez uma extensa lição de casa para melhorar o perfil da carteira de crédito, reduzindo os riscos de inadimplência e focando em operações mais rentáveis.

O trabalho deu resultado. Os resultados trimestrais mais recentes dos bancos mostraram que o BB está mais saudável e crescendo de forma mais acelerada do que seus pares privados. A ação do banco estatal chegou a ser classificada como a preferida por importantes gestores de investimento.

Agora, a influência política pode devolver o banco para um passado complicado, principalmente considerando que os juros estão elevados e as instituições financeiras terão que lidar com o aumento da inadimplência. Ampliar a concessão de crédito neste momento iria na contramão da lógica do setor, neste momento, segundo analistas.