Moody’s aumenta nota de crédito da Argentina pela segunda vez em 2025

Em seu comunicado, a Moody’s destacou o esforço fiscal levado a cabo pelo governo do presidente da Argentina, Javier Milei

atualizado

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A Moody’s, uma das três principais agências de classificação de risco do mundo, aumentou a nota de crédito da Argentina pela segunda vez neste ano.

A agência elevou a nota argentina em dois níveis, de Caa3 para Caa1, segundo comunicado divulgado pela Moody’s nessa quinta-feira (17/7).


Entenda

  • As agências de classificação de risco são empresas privadas que avaliam a saúde financeira de países e de outras empresas.
  • Com base em critérios como juros, dívida, capacidade fiscal e outros, as agências concedem uma nota de crédito.
  • Além da Moody’s, a S&P e a Fitch completam a lista das principais agências de risco no mercado global.
  • As três foram fundadas ainda no início do século passado e têm sede em Nova York, nos EUA (a Fitch tem sede dupla, em Nova York e em Londres, na Inglaterra).

O que diz a Moody’s

Em seu comunicado, a agência de classificação de risco destaca o esforço fiscal levado a cabo pelo governo do presidente da Argentina, Javier Milei, que tem conseguindo bons resultados na economia.

“A melhora reflete a diminuição do risco de um evento de crédito, à medida que a retirada gradual das restrições cambiais permite uma transição para um regime cambial mais robusto, ancorado na construção de reservas internacionais”, diz a Moody’s.

Em janeiro deste ano, a Moody’s já havia subido a nota de crédito da Argentina, de Ca para Caa3, e mudado a perspectiva de estável para positiva.

Em fevereiro, a S&P Global Ratings manteve a classificação da Argentina em CCC. Em maio, a Fitch Rating aumentou a nota do país de CCC para CCC+.

Inflação em queda

Na segunda-feira (14/7), o país informou que a inflação ficou praticamente estável em junho deste ano, na comparação com o mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

O indicador ficou em 1,6% no mês passado, levemente acima do resultado de maio (1,5%). No acumulado de 12 meses até junho, a inflação argentina foi de 39,4%, abaixo dos 43,5% do mês anterior.

Os resultados da inflação argentina em junho vieram abaixo da média das estimativas do mercado financeiro, que indicavam índices de 1,9% (mensal) e 39,8% (anual).

Em maio, a inflação na Argentina havia ficado em 1,5%, a menor para um mês em 5 anos.

No começo do ano passado, a inflação acumulada em 12 meses na Argentina beirava os 300%. Durante o governo ultraliberal do presidente Javier Milei, o índice anual recuou para os dois dígitos.

Em abril deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou um acordo com o governo da Argentina que prevê um empréstimo de US$ 20 bilhões. Na ocasião, o Banco Mundial também anunciou a liberação de um pacote de US$ 12 bilhões para o país.

De acordo com a instituição financeira, o aporte visa a contribuir com as reformas econômicas implementadas pelo governo argentino, além de impulsionar a geração de empregos no país.

Segundo a instituição, o pacote representa “um forte voto de confiança nos esforços do governo para estabilizar e modernizar a economia”.

O governo argentino também anunciou o fim das restrições para a compra de dólares por pessoas físicas – o chamado controle cambial. Assim, depois de 6 anos de vigência dessa política (estabelecida ainda no governo do ex-presidente Mauricio Macri, em 2019), os argentinos não precisam mais seguir o limite de US$ 200 para compra de divisas no mercado oficial de câmbio.

Desde 14 de abril, é possível comprar dólares sem restrições ou limites no mercado oficial. A cobrança de imposto sobre essas operações também foi eliminada – ela continua valendo apenas para turismo e gastos com cartão no exterior.

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