Lucro dos planos de saúde aumenta mais de 120% no 1º trimestre

Lucro dessas empresas mais que dobrou no período, somando R$ 6,9 bilhões, em relação ao primeiro trimestre do ano passado (R$ 3,1 bilhões)

atualizado

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Os lucros das operadoras de planos de saúde no Brasil registraram um aumento de mais de 100% no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (3/6) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Segundo os números do Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar, o lucro dessas empresas mais do que dobrou no período, somando R$ 6,9 bilhões, em relação ao primeiro trimestre do ano passado (R$ 3,1 bilhões). A alta anual foi de 122%.

Ainda de acordo com os dados da ANS, o lucro operacional – que exclui os ganhos financeiros – saltou de R$ 1,87 bilhão para R$ 4,4 bilhões nos três primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Nesse caso, o crescimento foi ainda maior, de 135%.

Considerando os resultados obtidos por planos odontológicos e administradoras de benefícios, o setor teve um lucro total de R$ 7,1 bilhões no primeiro trimestre de 2025.

Custos judiciais

O levantamento da ANS mostra ainda que os custos das operadoras relativos à judicialização somaram R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que correspondeu a apenas 1,23% da receita obtida com as mensalidades.

Segundo a ANS, 62,4% das ações judiciais se referem ao descumprimento de contratos.

Prevenção e sinistralidade

Os dados divulgados pela ANS mostram que a sinistralidade – relação entre despesas com assistência aos usuários e receitas de mensalidades — recuou nos três primeiros meses do ano, voltando ao patamar pré-pandemia.

O menor percentual é registrado entre as maiores operadoras, com 74,4%.

O pior resultado foi obtido pelas operadoras de autogestão, com uma sinistralidade de 93,3%.

OAB-SP se manifesta

Em nota, a seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) afirmou que “advogados e advogadas que atuam na defesa dos pacientes convivem, cotidianamente, com o desrespeito às decisões que conquistam judicialmente, enfrentando, além da barreira jurídica, a perda da confiança da população no Direito e na Justiça.”

“É preciso fortalecer mecanismos de responsabilização e pensar em novos modelos coercitivos que tornem o cumprimento da decisão mais vantajoso que sua inobservância. A multa não pode ser apenas simbólica — ela precisa ser eficaz. O Judiciário precisa ser respeitado em sua integralidade, e a advocacia não pode ser enfraquecida diante da ineficácia da execução”, anota a entidade.

A OAB-SP alerta ainda para o aumento das Notificações de Intermediação Preliminar (NIPs), que são um instrumento da ANS para a mediação de conflitos no setor.

Segundo a agência reguladora, as reclamações por descumprimento de cobertura assistencial subiram de 91,8 mil (em 2019) para 301,8 mil (em 2025).

Apenas entre janeiro e abril deste ano, as queixas já ultrapassaram a marca de 86,9 mil.

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