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Kroll nega estar impedida de fazer perícia em e-mails da Americanas

No dia 13, a varejista havia recorrido à Justiça para suspender a análise das mensagens eletrônicas da cúpula da empresa

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Fachada da loja Americanas em brasília - Metrópoles
1 de 1 Fachada da loja Americanas em brasília - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A Kroll protocolou na Justiça, na quarta-feira (20/9), um documento contestando a alegação da Americanas, segundo a qual ela estaria impedida de realizar a perícia nos e-mails da cúpula da varejista. A análise das mensagens eletrônicas faz parte de uma ação de produção antecipada de provas, movida pelo Bradesco, por meio do escritório Warde Advogados.

No dia 13 de setembro, a Americanas havia solicitado à 2ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem de São Paulo, onde corre o processo, a suspensão da perícia. A varejista alegou que a Kroll mantinha uma parceria com o escritório Warde em outro caso, envolvendo a empresa de e-commerce Kabum, que mantém uma disputa judicial com o Magazine Luiza e o Itaú BBA.

No documento, enviado à mesma 2ª Vara, A Kroll afirma que “não tem e nunca teve qualquer tipo de parceria ou relacionamento com os patronos do Bradesco, o escritório Warde Advogados, para atuação em qualquer aspecto do litígio envolvendo os fundadores do Kabum e terceiras empresas”. Acrescenta que “não atuou em conjunto ou foi contratada” pelo escritório de advocacia “em relação a qualquer outro cliente ou caso”.

O texto ressalta que “para os fins do presente incidente, o que importa esclarecer é que a contratação da Kroll para a realização da investigação acima mencionada [caso Kabum] se deu sem qualquer ingerência de Warde Advogados, que, da mesma forma, além de não ter tido qualquer participação na execução dos trabalhos, jamais foi copiado em qualquer e-mail ou compareceu a qualquer reunião de que a Kroll tenha participado ou tido conhecimento”.

No dia 15, o Bradesco, por meio de seus representantes legais, já havia contestado o pedido da varejista de suspensão da perícia. O banco acusou a companhia de tomar medidas “desesperadas” com o intuito de atrapalhar as investigações sobre o escândalo contábil bilionário, estimado em cerca de R$ 20 bilhões, que veio à tona no início deste ano.

Em janeiro, a Justiça paulista havia autorizado a perícia em mensagens eletrônicas trocadas entre diretores e conselheiros da Americanas. A análise abrangeria um período de 10 anos. O objetivo da medida era obter detalhes da comunicação interna da empresa para estabelecer como a fraude contábil havia sido tramada dentro da varejista e quais seriam as pessoas envolvidas no episódio.

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