IGP-M: "inflação do aluguel" recua menos que o esperado em julho
O IGP-M é conhecido como "inflação do aluguel" porque serve de base para reajustes de diversos contratos, como os de locação de imóveis

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a “inflação do aluguel”, recuou em julho deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (30/7) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Saiba mais
- Neste mês, o indicador caiu 0,77%, ante uma queda de 1,67% registrada em junho.
- Em julho do ano passado, o IGP-M ficou em 0,61%, acumulando uma alta de 3,82% em 12 meses.
- O consenso Refinitiv, que reúne as principais projeções do mercado, estimava uma queda maior do IGP-M em julho, de 0,9%.
- No acumulado do ano, o IGP-M tem queda de 1,7%. Nos últimos 12 meses, alta de 2,96%.

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“Os preços ao produtor recuaram de forma menos intensa, refletindo a maior pressão vinda das matérias-primas minerais e do petróleo. No IPC [Índice de Preços ao Consumidor], aumentos disseminados em diversos grupos, como habitação e despesas diversas, contribuíram para a reversão do movimento de desaceleração observado desde março”, afirma Matheus Dias, economista do FGV Ibre.
“Já no INCC [Índice Nacional de Custo da Construção], a menor incidência de reajustes salariais decorrentes de dissídios tende a reduzir a pressão sobre os custos com mão de obra, resultando em uma desaceleração dos custos da construção em julho.”
IGP-M
O IGP-M é conhecido como “inflação do aluguel” porque serve de base para reajustes de diversos contratos, como os de locação de imóveis. Além da análise dos preços ao consumidor, o índice leva em consideração custo dos produtos primários, matérias-primas, preços no atacado e insumos da construção civil.

















