IGP-M: “inflação do aluguel” avança em janeiro, dentro do esperado
O IGP-M é conhecido como “inflação do aluguel” porque serve de base para reajustes de diversos contratos, como os de locação de imóveis
atualizado
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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a “inflação do aluguel”, acelerou em janeiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (29/1) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Saiba mais
- Neste mês, o indicador ficou em 0,41%, ante uma queda de 0,o1% registrada em dezembro.
- A média das principais projeções do mercado apontava exatamente para uma variação de 0,41% do IGP-M em janeiro.
- No acumulado do ano, portanto, o IGP-M tem alta de 0,41%. Nos últimos 12 meses, baixa de 0,91%.
“No IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), a alta do mês foi guiada principalmente por minério de ferro, tomate e carne bovina, evidenciando uma pressão concentrada em produtos básicos ligados tanto à indústria extrativa quanto ao setor alimentício. O minério de ferro, acelerou de 2,42% para 4,47% — movimento que, sozinho, contribuiu significativamente para a reversão do IPA para terreno positivo”, afirma Matheus Dias, economista do FGV Ibre.
“No IPC (Índice de Preços ao Consumidor), mensalidades escolares, gasolina e tomate sustentaram a aceleração, enquanto no INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) o avanço foi puxado principalmente pelo grupo mão de obra, que subiu 1,03%, refletindo reajustes de dissídios em Minas Gerais e o aumento do salário mínimo que impactou diversas categorias nas demais capitais.”
IGP-M
O IGP-M é conhecido como “inflação do aluguel” porque serve de base para reajustes de diversos contratos, como os de locação de imóveis. Além da análise dos preços ao consumidor, o índice leva em consideração custo dos produtos primários, matérias-primas, preços no atacado e insumos da construção civil.















