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Negócios

Ibovespa surfa na euforia do mercado e tem maior pontuação da história

Bolsa bateu recorde nominal ao superar os 130 mil pontos, com perspectiva de fim do ciclo de juros altos nos EUA e queda da Selic no Brasil

Repórter de Negócios14/12/2023 18:58
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Hugo Barreto/Metrópoles
Graficos - economia, bolsa de valores, investimento - PIB - Ações - Metrópoles

O Ibovespa fechou em forte alta de 1,06%, aos 130.842 pontos, nesta quinta-feira (14/12). O número representa a maior pontuação, em termos nominais, da história do principal índice da Bolsa brasileira (B3). Ele superou a máxima anotada em 7 de junho de 2021, de 130.776 pontos.

Uma análise mais detalhada do indicador, com a série ajustada pela inflação medida pelo IPCA, revela que o Ibovespa alcançou a maior pontuação em em 20 de maio de 2008, quando chegou a 177.594 pontos. A informação é do consultor de dados do mercado de capitais Einar Rivero.

Nesta quinta, mesmo assim, o Ibovespa surfou numa grande onda de euforia, formada no mercado por decisões sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos e, em menor grau, no Brasil. 

Na quarta-feira (13/12), Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve a taxa vigente no país, que está entre 5,25% e 5,50% ao ano. O órgão, no entanto, sinalizou que o ciclo de alta de juros pode ter terminado. 

A perspectiva de redução das taxas na maior economia do mundo é um alento para as Bolsas de Valores espalhadas pelo planeta. Ela reduz a atratividade dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, e aumenta o apetite de risco dos investidores por ativos de renda variada, caso das ações.

Também na quarta, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), anunciou uma redução de 0,5 ponto percentual da Selic, fixada em 11,75% ao ano. O Copom informou que poderá manter novos cortes da mesma proporção em 2024.

O pregão também contou com a valorização de papéis com grande peso no Ibovespa. A Vale subiu 0,55% e a Petrobras, 2,17%. As maiores baixas ficaram com a Casas Bahia, com queda de 5,66%, e com o Grupo Natura, com recuo de 5,22%.

Dólar

O dólar ficou praticamente estável, mas, ainda assim, registrou leve queda de 0,07%, cotado a R$ 4,9144, depois de ter atingido a mínima de R$ 4,875. No ano, a moeda americana recuou 6,89% em relação ao real.

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