FGC libera R$ 6 bilhões a credores com mais de R$ 1 mil no Will Bank
De acordo com o fundo, são estimados R$ 6,06 bilhões em pagamentos para cerca de 312 mil investidores nesta segunda etapa. Veja como receber
atualizado
Compartilhar notícia

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou, nesta terça-feira (7/4), que teve início a segunda fase de pagamentos aos credores do Will Bank com valores a receber entre R$ 1 mil e R$ 250 mil.
De acordo com o fundo, são estimados R$ 6,06 bilhões em pagamentos para cerca de 312 mil investidores nesta segunda etapa.
Os pagamentos serão feitos pelo aplicativo do FGC. Os credores precisam fazer seu cadastro no app, preencher as informações solicitadas, encaminhar a documentação pedida e formalizar a solicitação de pagamento por meio da plataforma.
Como solicitar
A solicitação para o ressarcimento das pessoas físicas pode ser feita por meio do aplicativo do FGC. A ferramenta está disponível nas plataformas IOS e Android.
Veja o passo a passo:
- Baixar app do FGC na loja de aplicativos do celular, seja ela IOS ou Android.
- Abrir o app e clicar na opção “não tenho cadastro”.
- Preencha o cadastro com os dados pessoais.
- Depois do cadastro, é necessário criar uma senha.
- Na sequência, é pedido que o usuário informe um e-mail e aceite a política de uso e privacidade.
- Após continuar, o usuário precisa informar no app o código de validação, que será enviado no e-mail.
- Com os passos do cadastro feitos, é necessário voltar e realizar o login com a senha utilizada no cadastro.
Pedido de ressarcimento para pessoas físicas
- O pedido de ressarcimento pode ser feito por meio do próprio aplicativo do FGC.
- O primeiro passo é baixar o app FGC na loja de aplicativos e fazer o cadastro.
- Depois que o FGC receber a lista de pessoas credoras, é necessário realizar a solicitação para o pagamento de garantia.
Pedido de ressarcimento para pessoas jurídicas
- O representante da empresa deve solicitar a garantia do FGC pelo Portal do Investidor.
- Depois do preenchimento das informações, o FGC deve enviar um e-mail com os passos necessários.
- O pagamento é feito por transferência para uma conta corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa.
Primeira fase
A primeira fase, que começou no dia 13 de fevereiro deste ano, abrangeu clientes que tinham saldos até R$ 1 mil. Os pagamentos estão sendo processados pelo aplicativo do Will Bank.
Até o momento, foram pagos R$ 126 milhões para 1,14 milhão de credores da instituição financeira. O número corresponde a 70,84% do valor estimado para essa etapa, de R$ 177,8 milhões.
Até aqui, 18,28% dos 6,269 milhões de beneficiários elegíveis ao pagamento já foram contemplados.
Em janeiro, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, que era controlada pelo Banco Master, alvo de investigação da Polícia Federal (PF) e que também foi liquidado pelo BC.
Com a medida, as atividades da financeira foram imediatamente interrompidas, com o afastamento de seus administradores e a nomeação de um liquidante, responsável por levantar ativos e passivos, apurar eventuais irregularidades e conduzir o pagamento de credores, conforme a ordem legal.
Teto de R$ 250 mil em garantias
O FGC informa ainda que credores que já bateram o teto de R$ 250 mil em garantias não terão valores adicionais a receber do Will Bank. Para as aplicações feitas até o dia 31 de agosto de 2024, a garantia permanece limitada a R$ 250 mil por instituição.
A partir de 1º de setembro de 2024, quando o Will Bank passou a fazer parte do conglomerado Master, o limite passou a ser unificado por grupo financeiro.
Segundo o FGC, os pagamentos a pessoas jurídicas, menores de idade e espólios seguem procedimentos específicos, com exigência de envio e análise de documentação. “Cada caso é tratado de acordo com as suas especificidades, o que impacta no prazo para recebimento da garantia”, afirma o fundo.
Entenda como funciona o FGC
- Criado há 30 anos, em 1995, o FGC é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que atua como uma espécie de seguro, protegendo alguns tipos de investimentos e depósitos feitos em instituições financeiras. Além dos clientes, o FGC também auxilia os próprios bancos.
- O fundo é formado a partir de recursos depositados periodicamente pelas instituições financeiras associadas (veja a lista completa aqui) – entre as quais a Caixa Econômica Federal e bancos comerciais, de investimento e de desenvolvimento.
- Os bancos realizam depósitos que criam uma margem financeira de segurança da qual sairá o dinheiro para pagar clientes e investidores, caso a instituição financeira vá à falência.
- O depósito no FGC é de 1 ponto-base (0,01%) mensal sobre o saldo de todos os depósitos elegíveis. O valor máximo coberto pelo fundo é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira.
- Atualmente, o FGC tem mais de 220 instituições financeiras associadas. Segundo dados do fundo, 99,6% dos clientes dessas instituições estão 100% cobertos pela garantia de R$ 250 mil.
- O FGC não cobre todas as modalidades de investimentos. Entre os itens protegidos, estão depósitos à vista, depósitos de poupança, Certificado de Depósitos Bancários (CDB), Recibo de Depósitos Bancários (RDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA, Letras de Câmbio (LC) e Letras Hipotecárias (LH).
- Uma das modalidades de investimento mais difundidas é o CDB, um tipo de investimento de renda fixa emitido por bancos. Ao investir em um CDB, a pessoa “empresta” dinheiro ao banco em troca de juros após um período determinado.
