Faturamento do setor de seguros cresce, mas mudança no IOF preocupa

Segundo levantamento da CNseg, o faturamento total do setor de seguros no período entre janeiro e março de 2025 foi de R$ 188,8 bilhões

atualizado

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O setor de seguros no Brasil registrou um aumento de quase 6% em seu faturamento no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (20/6) pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).


O que aconteceu

  • Segundo o levantamento da entidade, o faturamento total do setor no período entre janeiro e março de 2025 foi de R$ 188,8 bilhões.
  • O resultado dos três primeiros meses do ano representou um aumento de 5,9% em relação ao mesmo período de 2024.
  • O faturamento do setor inclui prêmios de seguros, contribuições para planos de previdência, faturamento com títulos de capitalização e contraprestações líquidas de saúde.
  • Por outro lado, o setor desembolsou R$ 131,7 bilhões em indenizações, resgates, benefícios, sorteios e despesas assistenciais no primeiro trimestre, o que correspondeu a uma alta anual de 11,4%.

Planos de previdência recuam

Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, “o cenário de incertezas econômicas acabou afetando os planos de previdência aberta”, que recuaram 4,7% nas contribuições, em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Em termos de receita, isso representou uma perda de quase R$ 2,2 bilhões.

De acordo com o levantamento da CNseg, a captação líquida desabou 65,4% entre janeiro e março, também na comparação anual.

IOF pode agravar o quadro

Segundo a entidade, o cenário pode se deteriorar com a entrada em vigor das novas regras de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes em planos da modalidade VGBL.

O IOF é um tributo federal que alcança pessoas físicas e empresas e incide sobre operações que envolvem crédito, câmbio, seguros e títulos mobiliários.

Segundo decreto publicado pelo governo federal no último dia 11, os aportes a partir desta data e até o dia 31 de dezembro de 2025 terão uma incidência de alíquota de 5% se o valor ultrapassar R$ 300 mil em uma única seguradora.

A partir de 1º de janeiro de 2026, será cobrada uma alíquota de 5% quando as contribuições anuais ultrapassarem R$ 600 mil, seja em uma ou várias instituições.

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