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Negócios

EUA: agência de risco mantém nota de crédito em "perspectiva negativa"

Apesar do acordo para suspender o teto da dívida dos EUA, Fitch ressaltou riscos e manteve observação negativa na nota de crédito americana

02/06/2023 16:36, atualizado 02/06/2023 16:46
Chip Somodevilla/Getty Images
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A agência de classificação de risco Fitch Ratings optou por manter a nota de crédito dos Estados Unidos (EUA) em “perspectiva negativa”. A decisão ocorre mesmo após o Congresso do país e o governo do presidente Joe Biden terem chegado a um acordo para suspender os limites da dívida americana, que faziam o país correr o risco de ficar sem dinheiro para pagamentos.

A Fitch havia colocado em perspectiva negativa a nota de crédito (o chamado “rating”, em inglês) desde a semana passada, em meio a demora para se chegar a um acordo no Congresso.

Após semanas de imbróglio, o Congresso americano e Biden acordaram uma suspensão do teto da dívida por dois anos. Em contrapartida, o governo se comprometeu a manter os gastos do governo estáveis por dois anos e, em 2025, com crescimento de apenas 1%.

Falta de “confiança na governança” dos EUA

A Fitch elogiou a capacidade dos atores de “chegar a um acordo apesar da forte polarização política e conseguir reduzir o déficit fiscal modestamente”. Apesar disso, pontuou que os impasses políticos e o acordo obtido somente momentos antes de o governo ficar sem recursos elevaram a incerteza.

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Para a Fitch, o caso reduz “a confiança na governança nas questões fiscais e de dívida”. A agência afirmou, por outro lado, que o dólar segue sendo a moeda de transações internacionais, o que garante a nota de crédito alta dos americanos.

Apesar da “perspectiva negativa” incluída na nota americana, o rating do país continua sendo AAA, um dos mais altos. A Fitch vai decidir se mantém a nota no terceiro trimestre.

Além dos riscos de governança apontados pela agência, como o Metrópoles mostrou, há preocupação no mercado sobre o formato do acordo. As restrições impostas podem gerar efeitos recessivos na economia americana, com impactos em todo o mundo.

O texto que suspende o limite da dívida com as contrapartidas deve ser assinado pelo presidente Joe Biden ainda nesta sexta-feira (2/6).