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Negócios

Em semana com decisão de juros no Brasil e nos EUA, dólar abre em alta

Por volta das 9h10, o dólar era negociado a R$ 5,94, com alta de 0,36%. Mercado volta suas atenções para Copom, Fed, Galípolo e Trump

Fábio Matos27/01/2025 09:13, atualizado 27/01/2025 11:22
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Getty Images
Imagem de notas de dólar sob um dado com o símbolo de porcentagem, iluminadas por uma luz avermelhada - Metrópoles

Depois de despencar mais de 2,4% na semana passada, a primeira do governo do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, o dólar abriu a sessão desta segunda-feira (27/1) operando em alta.

“Superquarta”

As atenções do mercado financeiro estão voltadas nesta semana às decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Na quarta-feira (29/1), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o BC americano) vão anunciar a taxa básica de juros – é a chamada “superquarta”.

Entenda

  • “Superquarta” é o termo usado no mercado financeiro para o dia em que coincidem as divulgações das taxas básicas de juros no Brasil e nos EUA.
  • A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.
  • A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.
  • Ao reduzir a Selic, a tendência é a de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

De acordo com as projeções do mercado, o Copom deve manter o aperto monetário e subir mais uma vez a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, dos atuais 12,25% para 13,25% ao ano.

Esta será a primeira reunião do Copom desde a posse de Gabriel Galípolo na presidência do BC, no início deste ano.

Nos EUA, por sua vez, o Fed divulgará sua primeira decisão sobre os juros desde a posse de Trump na Casa Branca.

A expectativa dos investidores é que o BC americano mantenha os juros no intervalo entre 4,25% e 4,5%, contrariando Trump, que defende uma queda na taxa.

Tarifas de Trump

A semana passada foi marcada pela posse do novo presidente dos EUA, que reassumiu o cargo na última segunda-feira (20/1). Desde então, o dólar foi impactado e vem caindo sucessivamente, em um movimento global.

  • Desde a vitória de Trump nas eleições presidenciais americanas, em novembro, os mercados vinham projetando que as tarifas comerciais impostas pelo novo governo na Casa Branca poderiam fazer a inflação subir, levando o Federal Reserve a manter o aperto monetário por mais tempo.
  • Nos últimos dias, no entanto, se consolidou a percepção de que Trump não deve definir as novas tarifas tão rapidamente quanto parte do mercado esperava.
  • Na prática, até agora, Trump se limitou a orientar as agências federais a examinarem com lupa os déficits comerciais dos EUA e as práticas comerciais adotadas por outros países, que supostamente prejudicariam os interesses americanos. Mas não houve nenhum anúncio oficial sobre novas tarifas.

Após tomar posse, Trump chegou a dizer que vai impor tarifas de 25% sobre importações do Canadá e do México e 10% para a China – cifra inferior, no caso chinês, à que vinha sendo especulada pelo mercado. O chamado “tarifaço” que muitos esperavam, porém, não veio.

Bolsa de Valores

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações na Bolsa de Valores do Brasil, operava em alta no início das negociações do mercado nesta segunda-feira.

  • Por volta das 11 horas, o Ibovespa avançava 1,05%, aos 123,7 mil pontos.
  • No último pregão da semana passada, na sexta-feira, o indicador fechou em leve baixa de 0,03%, aos 122,4 mil pontos.
  • Com o resultado, o Ibovespa encerrou a semana acumulando alta de 0,08%.
  • No acumulado de janeiro, o índice tem ganhos de 1,8%.

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