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Negócios

Dólar vai a R$ 5,76 com alta da inflação e espera por cortes de gastos

Dólar sobe influenciado pela alta de 0,56% da inflação. Ibovespa, por sua vez, tem forte queda após surpresa negativa com IPCA

Renata Garcia08/11/2024 10:48, atualizado 08/11/2024 10:55
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Getty Images
nota de dólar americano com bandeira dos EUA ao fundo

O dólar disparou na manhã desta sexta-feira (8/11) e avança 1,64%, a R$ 5,76, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país. Segundo o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA mostra que os preços subiram 0,56% em outubro de 2024, o que representa alta de 0,12 ponto percentual (p.p.) em comparação a setembro (0,44%). Com isso, o Brasil tem inflação acumulada de 4,76% nos últimos 12 meses — 0,26 ponto percentual acima do teto da meta para 2024. No ano, o IPCA acumulado é de 3,88%.

A guinada no IPCA foi influenciada pelas altas no grupo Habitação (1,49%) e no grupo Alimentação e bebidas (1,06%). Em termos de impacto na inflação geral de outubro, ambos exerceram influência de 0,23 ponto percentual no índice geral.

Investidores seguem na espera do anúncio de um pacote detalhado de cortes de gastos públicos pelo Governo Federal. Nessa quarta-feira (6/11), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse que espera anunciar os cortes em breve, mas que aguarda aval do presidente Lula (PT) para detalhes na proposta.

Nesta sexta, o presidente se reúne mais uma vez com ministros para fechar os detalhes da proposta. A nova reunião está marcada para as 14h, no Palácio do Planalto.

O Ibovespa também sente as incertezas do momento e recua 1,50%, aos 127.735 pontos.

No exterior, o mercado segue repercutindo a reunião do Federal Reserve (Fed) dessa quinta-feira (7/11), que decidiu por unanimidade por um novo corte nos juros. A decisão foi por uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.), para a faixa de 4,50% e 4,75%.

Também segue no radar dos investidores a eleição de Donald Trump. Especialistas acreditam em novas forças inflacionárias que podem levar o Fed a manter uma postura mais restritiva com os juros nos próximos anos. Assim, aumentaria a rentabilidade dos títulos públicos americanos, considerados os mais seguros do mundo, o que pode seguir valorizando o dólar.

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