Dólar cai com inflação nos EUA e foco em Gol-Azul. Bolsa fica estável

Na véspera, o dólar terminou a sessão em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,363. Ibovespa recuou 0,81%, aos 145,3 mil pontos

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O dólar operava em baixa nesta sexta-feira (26/9), em um dia no qual as atenções do mercado financeiro se dividem entre dados de inflação nos Estados Unidos, novas tarifas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump e o fim das tratativas em torno de uma possível fusão entre Gol e Azul.


Dólar

  • Às 15h43, o dólar caía 0,49%, a R$ 5,337.
  • Mais cedo, às 14h45, a moeda norte-americana recuava 0,45% e era negociada a R$ 5,34.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,366. A mínima é de R$ 5,337.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,363.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,08% em setembro e de 13,21% em 2025 frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava perto da estabilidade.
  • Às 15h45, o Ibovespa avançava 0,09%, aos 145,4 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em queda de 0,81%, aos 145,3 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 2,75% no mês e de 20,8% no ano.

Trump anuncia novas tarifas

No último pregão desta semana, os investidores repercutem a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor novas tarifas de importação a partir do dia 1º de outubro. A medida abrange produtos farmacêuticos, caminhões pesados, móveis, além de armários de cozinha e gabinetes de banheiro.

Segundo o republicano, as taxas são para proteger a indústria americana da “inundação” de mercadorias estrangeiras e também têm justificativas ligadas à segurança nacional.

As tarifas anunciadas variam de 25% a 100%, conforme o setor. Para caminhões pesados, a taxa será de 25%. Já móveis e estofados terão cobrança de 30%, enquanto armários de cozinha, gabinetes de banheiro e itens similares ficarão sujeitos a 50%. No caso de produtos farmacêuticos, a tarifa chega ao teto de 100%.

A alíquota mais alta será aplicada sobre medicamentos de marca ou patenteados. Trump explicou que haverá uma exceção para empresas que estejam construindo fábricas nos EUA.

Inflação do consumo

Ainda no cenário internacional, o mercado financeiro analisa dados do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês), a chamada “inflação do consumo” nos EUA.

O indicador ficou em 0,3% em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior. Em relação a agosto do ano passado, a inflação do consumo nos EUA ficou em 2,7%.

Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado. A maioria dos analistas projetava exatamente índices de 0,3% e 2,7%.

Os dados são acompanhados com lupa pelos integrantes do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para definir a taxa básica de juros no país.

Após os dados fortes de emprego e a revisão da alta do Produto Interno Bruto (PIB) para 3,8% no segundo trimestre, a expectativa dos analistas agora se volta para os dados de inflação. Atualmente, a taxa de juros nos EUA está situada no intervalo entre 4% e 4,25% – na última reunião do Fed, ela foi cortada em 0,25 ponto percentual, na primeira queda neste ano.

Fim das negociações sobre fusão Gol-Azul

No cenário doméstico, o maior destaque do dia é a repercussão do fim das negociações entre as companhias aéreas Gol e Azul.

A decisão de encerrar as negociações para a fusão partiu da Abra Group Limited (Abra), controladora da Gol, que enviou uma comunicação a respeito do fato diretamente para a Azul.

Desde o início do ano, Gol e Azul vinham negociando uma possível fusão. Em janeiro, as companhias anunciaram um acordo para o início das tratativas.

Estimativas apontavam que a empresa resultante da eventual fusão responderia por cerca de 60% do mercado de aviação comercial do Brasil e teria o controle de quase 100 rotas em todo o país, praticamente sem concorrência – o que suscita questionamentos acerca da formação de um duopólio, quando apenas duas empresas possuem quase todo o mercado.

Juntas, as duas companhias contam com mais de 300 aeronaves e tiveram um faturamento de R$ 25,3 bilhões entre janeiro e setembro do ano passado.

De acordo com o memorando de entendimento entre Azul e Gol, a futura companhia seguiria o modelo de “corporation” – empresa sem controlador definido, tendo o grupo Abra como maior acionista.

A ideia era a de que as marcas Azul e Gol continuassem a existir de forma independente, mas as empresas compartilhassem aeronaves. A fusão envolveria apenas ativos já disponíveis, sem previsão de novos investimentos.

A aposta das duas empresas era na “complementaridade” de suas malhas aéreas. Enquanto a Gol se concentra em grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a Azul conta com um leque mais amplo pelo país.

Em junho deste ano, a Gol concluiu seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. No fim de maio, a Azul também entrou com um pedido de recuperação nos EUA, que deve ser concluído até o início de 2026.

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