Dólar e Bolsa fecham estáveis em dia de trégua de Trump com tarifaço

A moeda americana registrou uma pequena alta de 0,04%, a R$ 5,56, e o Ibovespa fechou com leve queda de 0,10%, aos 134.035 pontos

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

Os mercados de câmbio e ações encerraram esta terça-feira (22/7) estáveis no Brasil, embora tenham oscilado bastante ao longo dos respectivos pregões. O dólar registrou uma pequena alta de 0,04%, cotado a R$ 5,56. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou com leve queda de 0,10%, aos 134.035 pontos.

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a volatilidade do dólar, que chegou a ser cotado a R$ 5,59, refletiu um cenário de baixo volume de negócios e de uma agenda de fatos econômicos esvaziada.

“No cenário externo, a moeda americana perdeu força frente aos pares devido à pressão do governo de Donald Trump sobre o Federal Reserve (Fed, o bando central dos EUA) por cortes de juros e à estagnação nas negociações comerciais com China e União Europeia”, diz Shahini.

Ainda no front externo, em contrapartida, declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reduziram a tensão entre agentes econômicos. Ele confirmou que se reunirá com negociadores chineses em Estocolmo, na Suécia, na próxima semana para a terceira rodada de negociações comerciais.

Além disso, Bessent apoiou o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que tem sido permanentemente atacado por Trump. O secretário afirmou que não vê motivos para que Powell renuncie, ao contrário do que vem pedindo o presidente americano.

Cenário interno

No quadro interno, acrescenta Shahini, o câmbio foi influenciado pela ameaça de tarifas de até 100% dos EUA contra países que compram petróleo russo, incluindo o Brasil, o que aumentou o tom da disputa comercial global. Para ele, apesar do cenário macroeconômico ainda incerto, a valorização do minério de ferro na sessão da B3 e o diferencial de juros a favor do Brasil continuam dando sustentação ao real.

Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain, acrescenta que os indicadores de câmbio e ações “andam de lado” porque os investidores estão em compasso de espera, notadamente em relação ao tarifaço de 50%, decretado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros. A medida está prevista para começar a valer a partir de 1° de agosto.

Juros nos EUA e no Brasil

“O Ibovespa renovou máximas em torno de 140 mil pontos, mas, depois do tarifaço, passou a ficar na faixa de 135 mil, 136 mil pontos”, diz Santana. Ele observa que, agora, o mercado espera por novidades sobre um eventual acordo entre os governos brasileiro e americano. Além disso, os investidores também já estão de olho nas decisões sobre juros nos EUA e no Brasil, que acontecerão na próxima semana.

Antes de fechamento do Ibovespa, a Ativa Investimentos identificou como destaques positivos do pregão as ações da Usiminas (USIM5), que avançavam 6,73%, seguidas por CSN (CSNA3), com alta de 5,63%, e Auren (AURE3), com elevação de 3,20%. Usiminas e CSN subiam seguindo a alta do minério de ferro no mercado internacional.

Outros destaques

No mesmo embalo, os papéis da Vale registravam elevação de 2,82%, a terceira alta seguida. A Petrobras também operava no campo positivo, com alta de 1,25%. As duas empresas têm grande peso no Ibovespa.

Os destaques negativos, segundo a Ativa,  ficam com as ações da Vivara (VIVA3), que recuam 2,65%, seguidas por CPFL Energia (CPFE3), com queda de 2,35%, e PetroRecôncavo (RECV3), com baixa de 2,14%.

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