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Negócios

Dólar derrete após anúncio de corte de juros nos Estados Unidos

Por volta das 15h20, moeda americana registrava recuo de 1,10%, cotada a R$ 5,42. No mesmo pregão, ela havia chegado a R$ 5,49

Carlos Rydlewski18/09/2024 15:28, atualizado 18/09/2024 16:39
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Illustration by Sheldon Cooper/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Dólar - Dinheiro - aumento do dólar - queda do dólar

A cotação do dólar despencou na tarde desta quarta-feira (18/9), logo após a divulgação do corte de 0,50 ponto percentual dos juros dos Estados Unidos, anunciado às 15 horas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Com a medida, a taxa passou de um intervalo de 5,25% a 5,50% para 4,75% a 5,00% ao ano. A redução era esperada pelo mercado, mas havia dúvidas se seria de 0,50 ou 0,25 ponto percentual. 

Por volta das 15h20, a moeda americana registrava recuo de 1,10%, cotada a R$ 5,42. Antes disso, ela havia atingido R$ 5,49 no mesmo pregão. 

De acordo com analistas, a tendência é de que o recuo do dólar seja mantido. O corte de 0,50 ponto percentual estava no limite máximo das previsões do mercado. A redução deve ter impacto considerável na economia internacional, embora ele não ocorra de forma imediata. 

A última redução dos juros nos Estados Unidos ocorreu em março de 2020, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) derrubou a taxa para perto de zero diante da ameaça da Covid-19. Depois disso, foram 11 elevações seguidas entre 2022 e 2023. O atual patamar – o maior desde 2001 – foi alcançado em julho de 2023.

Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, observa que o movimento dos juros seguiu a maioria das apostas do mercado, mas as expectativas estavam bastante divididas. “Na realidade, um pouco antes da divulgação do comunicado, o mercado de juros estava praticamente empatado entre os cortes de 0,25 e 0,50”, diz. 

O comunicado, observa o economista, foi estritamente protocolar e evitou dar qualquer sinalização sobre o que pode vir nos próximos meses. “Ele reconheceu que a inflação vem caindo, mas permanece um pouco alta, enquanto o mercado de trabalho vem arrefecendo, mas ainda está apertado”, afirma. 

No resumo das projeções econômicas, divulgados junto com o comunicado, foi revelado que as autoridades monetárias ainda esperam mais cortes de juros neste ano, com o intervalo chegando entre 4,25% e 4,50% em dezembro. Com o corte anunciado nesta quarta, ele ficou entre 4,75% e 5,00%.

“Por mais que o comunicado não tenha sido explícito, o corte de 0,50 claramente confirma que as preocupações com a saúde do mercado de trabalho pesaram mais na decisão do que os riscos relativos à inflação”, diz Igliori. “Os mercados reagiram positivamente ao corte, mas a digestão dessa decisão histórica ainda vai levar tempo e muita volatilidade deve ser esperada nos próximos dias.”

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