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Negócios

Dólar e Bolsa caem com novo "tarifaço" de Trump apavorando o mercado

Na última sessão da semana passada, na sexta-feira (28/3), o dólar fechou cotado a R$ 5,759, em alta de 0,13%. Ibovespa caiu quase 1%

31/03/2025 09:07, atualizado 31/03/2025 11:27
Getty Images
Imagem de moedas de real colocadas sobre uma nota de dólar - Metrópoles

Após abrir em alta, o dólar inverteu o sinal e operava em baixa nesta segunda-feira (31/3), em uma semana que deve ser marcada pelo anúncio de um novo pacote de tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


O que aconteceu

  • Às 11h22, o dólar caía 0,19%, a R$ 5,749.
  • Mais cedo, às 10h34, a moeda norte-americana recuava 0,33% e era negociada a R$ 5,741.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,786. A mínima é de R$ 5,735.
  • Na última sessão da semana passada, na sexta-feira (28/3), o dólar fechou cotado a R$ 5,759, em alta de 0,13%.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 2,77% no mês e 6,92% no ano.

Mais tarifas de Trump

As atenções dos investidores nesta semana estão voltadas ao anúncio previsto para a próxima quarta-feira (2/4) de novas tarifas comerciais pelo governo dos EUA.

O líder norte-americano reafirmou, na noite do último domingo (30/3), que as “tarifas recíprocas” que serão anunciadas no chamado “Dia da Libertação” incluirão todos os países, e não apenas um grupo reduzido de nações, como era especulado pelo mercado.

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“Você começa com todos os países. Essencialmente, todos os países dos quais estamos falando”, disse Trump a jornalistas, a bordo do Air Force One, avião da Presidência dos EUA.

As declarações de Trump derrubaram os principais índices dos mercados europeu e asiático nesta segunda-feira e acabaram com as expectativas por uma imposição mais seletiva de tarifas, aumentando a percepção de que pode haver uma guerra comercial global.

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O plano anunciado por Trump deve prever a imposição de tarifas proporcionais àquelas cobradas por outros países sobre produtos norte-americanos.

Brasil vai esperar

No caso do Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, na última sexta-feira (28/3), que o governo federal irá esperar o dia 2 para decidir quais respostas tomará diante das tarifas impostas pelos EUA.

O presidente norte-americano já anunciou a taxação de 25% para importações de aço e alumínio, medida que afeta o Brasil.

“O Brasil tem 200 anos de amizade e parceria com os EUA, dois séculos. Então, nós temos quase 4 mil empresas no Brasil americanas, trabalhando, gerando riquezas, acho que nós íamos fazer o inverso, nós deveríamos ampliar a complementaridade econômica, nos parece um equívoco o que foi feito”, disse Alckmin.

“Vamos aguardar o dia 2 de abril, porque o Brasil deveria estar fora de qualquer tributação. Porque, na realidade, os Estados Unidos tem um grande superávit com o Brasil”, completou.

No acumulado de 2024, a indústria brasileira vendeu cerca de 4 milhões de toneladas aos EUA, o que corresponde 15,5% de tudo o que o país importou, segundo o governo norte-americano.

As questões relacionadas às tarifas de Donald Trump ao Brasil estão sendo concentradas no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Geraldo Alckmin, que comanda a pasta, tem realizado encontros com representantes da Casa Branca para discutir o tema.

Bolsa de Valores

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em queda no início do pregão.

Às 11h27, o Ibovespa caía 0,85%, aos 130,7 mil pontos.

No pregão de sexta-feira passada, o indicador fechou em queda de 0,94%, aos 131,9 mil pontos.

Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 7,41% em março e 9,66% em 2025.