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Negócios

Dólar cai e Bolsa sobe com dados de emprego mais "fracos" no Brasil

Moeda americana acentuou tendência de queda e Ibovespa aumentou ritmo de elevação após divulgação dos números do mercado formal de trabalho

Repórter de Negócios04/08/2025 16:11
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SimpleImages/Getty Images
Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles

A queda do dólar acentuou e o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), passou a subir de forma mais intensa por volta das 15h10 desta segunda-feira (4/8). O movimento ocorreu depois da divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho no Brasil.

Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), veiculados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Brasil criou 166,6 mil  postos formais de emprego em junho. O número, embora maior do que os 153,2 mil de maio, ficou abaixo da expectativa do mercado, que esperava 177 mil.

Com a exposição dos números, o Ibovespa, que operava com 132.528 pontos, subiu para 132.909 pontos. Já o dólar, cotado a R$ 5,52 antes de os dados se tornaram públicos, foi a R$ 5,50. Os dois indicadores, contudo, seguiram oscilando, mas com tendência de queda da moeda americana e de alta na B3 durante o pregão.

Robustez do mercado

Na avaliação de André Valério, economista sênior do Banco Inter, o resultado foi fruto da queda tanto nas admissões quanto nas demissões em comparação a maio, “Mas, apesar de ter vindo abaixo do esperado, reforça a robustez do mercado de trabalho brasileiro”, diz.

Valério, contudo, pondera: “Observa-se uma tendência de acomodação no ritmo de criação de vagas ao longo do ano, quando comparado aos anos anteriores, com maior perda de dinamismo entre as atividades mais sensíveis ao ciclo econômico, como o setor de construção, em meio à elevada taxa de juros”, afirma.

A redução do ritmo de empregos no Brasil pode ser um sinal de que os juros elevados, com a Selic mantida a 15% ao ano no país, vêm surtindo efeito na economia. Essa perspectiva, em tese e se confirmada mais adiante, favorece uma redução da taxa básica de juros por parte do Banco Central (BC). Para os analistas, tal perspectiva, contudo, ainda é distante.

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