Dólar cai a R$ 5,18, mesmo patamar de maio de 2024. Bolsa bate recorde
Moeda americana recuou 0,62% frente ao real. Já o Ibovespa, o principal índice da B3, superou a marca inédita de 186 mil pontos
atualizado
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O dólar registrou queda frente ao real nesta segunda-feira (9/2). A cotação da moeda americana baixou 0,62%, atingindo R$ 5,18. Com isso, ela retomou o patamar de 28 de maio de 2024, também alcançado em janeiro deste ano.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 1,80%, aos 186.241,15 pontos. Ao atingir essa marca, ele superou o recorde anterior de 185.674,43, obtido em 3 de fevereiro.
Na avaliação de Bruno Perri, da Forum Investimentos, o câmbio no Brasil seguiu o movimento global, que também foi de queda do dólar. Para o analista, a baixa ocorreu como resultado de um maior apetite por risco por parte dos investidores, o que favoreceu as bolsas globalmente.
Além disso, nota o especialista, a cotação foi influenciada pela recente decisão da China, que limitou a compra de títulos da dívida dos Estados Unidos, os Treasuries, por parte de seus bancos. “Como consequência, isso reduziu a demanda por dólares e favoreceu a cotação do ouro, que subiu nesta segunda-feira”, diz.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que, no Brasil, a queda da moeda americana foi “reforçada pela entrada de fluxo comercial e financeiro e pela leitura de que a inflação tem se comportado melhor, abrindo espaço para o ciclo de cortes da Selic gradual a partir de março”. “Dado o cenário, o diferencial de juros local permanece atrativo e limitando qualquer pressão de alta sobre o câmbio”, afirma.
Fator Japão
No caso da Bolsa, acrescenta Perri, o Ibovespa também se aproveitou do apetite global por risco. Esse quadro acentuou-se nesta segunda-feira com os resultados da eleição japonesa do fim de semana, marcado por uma vitória esmagadora do Partido Liberal Democrático (PLD), liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi. Para o analista, o pleito fixou uma perspectiva de expansão fiscal e cortes de impostos, levando a bolsa japonesa a forte alta.
No pregão brasileiro, os grandes bancos recuperaram-se. A Vale também subiu impulsionada pelas expectativas dos resultados trimestrais da companhia, enquanto a Petrobras avançou, acompanhando o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional. Para Perri, o dado negativo da sessão foi a queda do BTG Pactual, resultado da realização de lucros depois de fortes resultados trimestrais.
