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Negócios

Dólar cai a R$ 5,08, enquanto Bolsa fecha perto da estabilidade

Moeda americana recua mesmo com alta no exterior. Petrobras sustentou o Ibovespa, mas Vale limita ganhos do índice

20/07/2026 19:09, atualizado 20/07/2026 19:12
Getty Images
Imagem colorida de maços de notas de dólares americanos, empilhadas umas sobre as outras - Metrópoles

O dólar comercial fechou em queda nesta segunda-feira (20/7), cotado a R$ 5,089. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o pregão próximo da estabilidade, com leve baixa de 0,20%, aos 173,3 mil pontos.

O mercado iniciou a semana em compasso de espera por novos desdobramentos das negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã e pela divulgação dos balanços das gigantes americanas de tecnologia, previstos para os próximos dias. O cenário contribuiu para uma redução parcial da aversão ao risco, favorecendo a moeda brasileira, embora investidores tenham permanecido cautelosos na Bolsa.

Dólar cai apesar da alta no exterior

O dólar registrou queda frente ao real mesmo em um dia de valorização da moeda americana no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, avançou 0,21%, aos 100,98 pontos.

Segundo análise do planejador financeiro Jose Áureo Viana, a moeda brasileira foi beneficiada pela redução parcial da aversão ao risco global e pelo elevado diferencial de juros entre Brasil e EUA.

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“A moeda brasileira é favorecida pela redução parcial da aversão ao risco, pela perspectiva de negociações diplomáticas no Oriente Médio e pelo diferencial ainda elevado de juros entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou Viana.

Ainda segundo a análise, a queda dos juros futuros e a nova redução das projeções para o IPCA de 2026 divulgadas pelo Boletim Focus também contribuíram para sustentar o movimento do câmbio.

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Bolsa fica sem direção definida

O Ibovespa chegou a abrir em alta, acompanhando o desempenho positivo dos mercados internacionais, mas perdeu força ao longo do pregão.

“O índice encontra algum suporte nas altas de Petrobras e de parte dos grandes bancos, além da queda do dólar e dos juros futuros. Em sentido contrário, Vale recua acompanhando a baixa do minério de ferro e limita o desempenho da bolsa por seu peso relevante no índice”, analisou Viana.

O mercado apresentou uma rotação entre setores, sem um movimento consistente de alta ou baixa. “Aparentemente, o pregão apresenta mais uma rotação entre setores do que um movimento consistente de alta do mercado”, acrescentou.

Entre as principais ações do índice, a Petrobras fechou em alta de 0,68%, enquanto a Vale caiu 1,38%. Entre os bancos, o destaque positivo ficou com o Santander, que avançou 1,35%.

Petróleo sustenta Petrobras

O barril do tipo Brent, referência internacional do petróleo, avançou 1,27%, encerrando o dia cotado a US$ 89,22 por barril. Já o WTI terminou praticamente estável, com leve recuo de 0,01%, aos US$ 82,48.

Os preços da commodity seguem sustentados pelas preocupações do mercado em relação ao Estreito de Ormuz, rota responsável por parte significativa do comércio global de petróleo.

Wall Street perde força

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários encerraram a sessão sem direção única. O S&P 500 caiu 0,19%, o Dow Jones recuou 0,59% e o Nasdaq 100 registrou leve alta de 0,04%.

O mercado americano segue dividido entre as expectativas positivas para a temporada de balanços das empresas de tecnologia e as incertezas relacionadas ao cenário geopolítico internacional.