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Negócios

Dólar passa a cair com inflação no Brasil e nos EUA. Ibovespa recua

Na véspera, o dólar encerrou o dia em queda de 0,68%, cotado a R$ 5,81. Mercado repercute dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos

12/03/2025 09:13, atualizado 12/03/2025 15:27
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Getty Images
Imagem de notas de dólar sob um dado com o símbolo de porcentagem, iluminadas por uma luz avermelhada - Metrópoles

Depois de abrir em alta e perder força, o dólar voltou a operar com perdas nesta quarta-feira (12/3), com os investidores do mercado financeiro atentos aos dados oficiais de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.


O que aconteceu

  • Às 15h22, o dólar caía 0,25%, a R$ 5,798.
  • Mais cedo, às 13h59, a moeda norte-americana avançava 0,11% e era negociada a R$ 5,818.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,847. A mínima é de R$ 5,792.
  • Na véspera, o dólar encerrou o dia em queda de 0,68%, cotado a R$ 5,81.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 0,37% na semana e perdas de 1,77% no mês e 5,96% no ano frente ao real.

Inflação no Brasil

Os investidores repercutem nesta manhã os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em fevereiro, segundo o IBGE, a inflação brasileira foi de 1,31%, uma alta de 1,15 ponto percentual em relação a janeiro (0,16%).

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, a inflação ficou em 5,06%, acima do teto da meta.

A partir deste ano, a meta de inflação do Brasil é contínua, e não mais por ano-calendário. Ou seja, o índice é apurado mês a mês. Se o IPCA acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

Em 2025, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que a meta será considerada cumprida se oscilar dentro do intervalo entre 1,5% e o teto de 4,5%.

De acordo com a edição mais recente do Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgada na última segunda-feira (10/3), o mercado financeiro elevou a expectativa de inflação deste ano.

Para os analistas, a estimativa deste ano passou de 5,65%, na semana passada, para 5,68%, nesta semana. A previsão segue bem acima do teto da meta inflacionária de 2025.

Com isso, as expectativas de inflação para este ano seguem desancoradas — ou seja, distantes das projeções de inflação no chamado “horizonte relevante” e da meta inflacionária.

Inflação nos EUA

Nos Estados Unidos, o mercado também acompanha a divulgação dos dados de inflação de fevereiro.

No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou em 0,2%, recuando em relação ao 0,4% de janeiro.

Na base de comparação anual, a inflação norte-americana foi de 2,8%, ante 3% de janeiro.

Segundo o consenso Refinitiv, que reúne as principais projeções do mercado, a inflação nos EUA ficaria em 0,3% (mensal) e 3,2% (anual). Os resultados, portanto, vieram abaixo das expectativas.

Os dados de inflação são acompanhados atentamente pelos investidores porque podem indicar os rumos que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) seguirá nos próximos meses.

A elevação da taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para segurar a inflação. A meta de inflação anual nos EUA é de 2%.

No fim de janeiro, na primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed desde a posse do presidente dos EUA, Donald Trump, o colegiado anunciou a manutenção dos juros básicos no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano.

Trump e o “tarifaço”

Além dos dados inflacionários, o mercado financeiro acompanha os novos desdobramentos dos “tarifaços” impostos pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

Desde a meia-noite desta quarta-feira, estão em vigor as tarifas de 25% sobre as importações dos Estados Unidos de aço e alumínio. A medida afeta diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores do material para os norte-americanos.

Em um comunicado, o porta-voz da Casa Branca afirmou que a decisão anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no início de fevereiro, vale para “o Canadá e todos os nossos outros parceiros comerciais” logo nas primeiras horas de quarta.

Desde fevereiro, o anúncio de Trump já vinha provocando os primeiros efeitos sobre a expectativa dos investidores brasileiros.

Ibovespa

Depois de abrir o pregão em alta e oscilar, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), passou a operar no vermelho durante a tarde.

Às 15h26, o indicador recuava 0,31%, aos 123,1 mil pontos.

No dia anterior, o Ibovespa fechou o pregão no vermelho, com queda de 0,81%, aos 123,5 mil pontos.

Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 1,22% na semana e alta de 0,58% em março e 2,68% em 2025.

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