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Com foco em Trump, dólar cai e caminha para fechar em 5ª baixa seguida

Desde a posse de Trump na presidência dos EUA o dólar tem sido impactado e vem caindo sucessivamente, em um movimento global

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O dólar abriu a última sessão da semana, nesta sexta-feira (24/1), operando em baixa, caminhando para o quinto dia consecutivo de perdas frente ao real. Após a abertura, manteve a tendência de queda, registrando o valor mais baixo do dia em R$ 5,867.

A queda acentuada se deve ao anúncio de negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

“Semana Trump”

A semana foi marcada pela posse do novo presidente dos EUA, Donald Trump, que reassumiu o cargo na última segunda-feira (20/1). Desde então, o dólar foi impactado e vem caindo sucessivamente, em um movimento global.

Desde a vitória de Trump nas eleições presidenciais americanas, em novembro, os mercados vinham projetando que as tarifas comerciais impostas pelo novo governo na Casa Branca poderiam fazer a inflação subir, levando o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) a manter o aperto monetário por mais tempo.

Nos últimos dias, no entanto, se consolidou a percepção de que Trump não deve definir as novas tarifas tão rapidamente quanto parte do mercado esperava.

Na prática, até agora, Trump se limitou a orientar as agências federais a examinarem com lupa os déficits comerciais dos EUA e as práticas comerciais adotadas por outros países, que supostamente prejudicariam os interesses americanos. Mas não houve nenhum anúncio oficial sobre novas tarifas.

Após tomar posse, Trump chegou a dizer que vai impor tarifas de 25% sobre importações do Canadá e do México e 10% para a China – cifra inferior, no caso chinês, à que vinha sendo especulada pelo mercado. O chamado “tarifaço” que muitos esperavam, porém, não veio.

Prévia da inflação

Para além do novo governo dos EUA, o mercado acompanha com atenção o cenário econômico interno. Nesta sexta-feira, o destaque da agenda local é a divulgação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a “prévia” da inflação oficial no país.

  • Em janeiro, o indicador ficou em 0,11%, o que significa uma desaceleração em relação ao mês anterior. O resultado, no entanto, veio acima das estimativas do mercado e foi pressionado pelos preços de alimentos e bebidas.
  • Em dezembro do ano passado, o IPCA-15 ficou em 0,34%, acumulando variação de 4,71% em 2024.
  • A meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
  • Em janeiro de 2024, a inflação medida pelo IPCA-15 foi de 0,31% em relação ao mês anterior.

Reunião sobre preços dos alimentos

Ainda nesta sexta, há expectativa em relação aos desdobramentos da reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com integrantes do primeiro escalão do governo, na qual estarão em pauta possíveis medidas para conter a alta no preço dos alimentos.

Em 2024, os preços foram severamente impactados por questões climáticas como secas e chuvas em excesso, além de aumentos nos custos de combustíveis e energia, que contribuíram para elevar os custos de produção.

O governo ainda não definiu quais serão as medidas para controlar a alta nos preços dos alimentos. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) chegou a defender a reestruturação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e a modernização do sistema de prazos de validade. O governo, por sua vez, já descartou qualquer mudança nas regras atuais.

Ibovespa

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil, abriu em alta no último pregão da semana, mas passou a oscilar forte durante a sessão.

  • Às 15h45, o indicador operava próximo da estabilidade, em baixa de 0,06%, aos 122,4 mil pontos.
  • Na véspera, o índice fechou o pregão em queda de 0,38%, aos 122,5 mil pontos.
  • Com o resultado, o Ibovespa acumula alta de 0,11% nesta semana e de 1,83% no ano.

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