Copom prevê novo aumento da Selic em maio, mas de “menor magnitude”

Em comunicado, órgão do BC não informou de quanto será a nova elevação. Nesta quarta (19/3), a taxa de juros aumentou em 1 ponto percentual

atualizado

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Raphael Ribeiro/ Banco Central
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1 de 1 Imagem colorida de membros do Copom do BC em 2025 - Metrópoles - Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), prevê um novo aumento da taxa básica de juros do país, a Selic, em maio. O órgão, contudo, não divulgou de quanto será a elevação. Disse apenas que ocorrerá um “ajuste de menor magnitude”, em relação ao aumento fixado nesta quarta-feira (19/3) de um ponto percentual.

A informação consta do comunicado divulgado pelo Copom, no qual ele justificou a elevação da Selic, cujo valor passou de 13,25% para 14,25% ao ano.

O Comitê também decidiu não dar indicações sobre a duração do período de aperto monetário. No comunicado, afirma que, “para além da próxima reunião”, a “magnitude total do ciclo” será definida pelo “firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”.

O órgão do BC citou que a extensão do atual aperto dependerá ainda de “componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto (a diferença entre o PIB real e o potencial)e do balanço de riscos”.

Ciclo de alta

O atual ciclo de alta da Selic começou em setembro, com o aumento de 0,25 ponto percentual da taxa, que passou de 10,50% para 10,75% ao ano. Depois, houve mais uma elevação de 0,25 ponto e, a seguir, três altas de 1 ponto percentual.

Nova projeção da inflação

O comunicado registra que as expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus (feita pelo BC com analistas de mercado) elevaram-se de forma relevante e situam-se em 5,7% e 4,5%, respectivamente.

Mas a projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2026, atual horizonte relevante de política monetária (quando os juros altos devem surtir efeito expressivo na economia), diminuiu em relação ao último comunicado, divulgado em janeiro.

Agora, ela se situa em 3,9%. No documento anterior, esse número era de 4%. Mesmo assim, com 3,9% ou 4%, essa projeção está fora do centro da meta da inflação, que é de 3% ao ano.

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