Com menos lançamentos, Cinemark vê lucro e receita caírem
No período entre outubro e dezembro de 2025, o lucro líquido do Cinemark foi de US$ 34,1 milhões, o que representou um recuo anual de 33,5%

O Cinemark, uma das maiores redes de cinema do mundo e líder do mercado brasileiro, registrou uma queda no lucro do quarto trimestre do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (18/2) pela companhia.
No período entre outubro e dezembro de 2025, o lucro líquido do Cinemark foi de US$ 34,1 milhões, o que representou um recuo de 33,5% em relação ao quarto trimestre do ano anterior (US$ 51,3 milhões). O resultado veio abaixo das estimativas do mercado.
Além da queda no lucro de um ano para outro, a receita do Cinemark também foi menor, com perdas de 4,7% na comparação anual, para US$ 776,3 milhões.
O que explica o resultado
Segundo analistas do mercado, a queda no lucro e na receita do Cinemark no quarto trimestre de 2025 reflete a menor quantidade de lançamentos, além do desempenho mais fraco de filmes de destaque no período, que acabaram decepcionando nas bilheterias.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO CEO do Cinemark, Sean Gamble, observou que, apesar de “lançamentos de filmes mais fracos do que o previsto”, a companhia obteve um “desempenho de bilheteria que superou as referências do setor, ganhos incrementais de participação de mercado, receitas recordes de formatos aprimorados e conteúdo não tradicional, e vendas de bombonière e gastos por cliente em máximas históricas”.

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Apesar da frustração de lucro e receita, as ações do Cinemark negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) registravam ganhos nesta quinta-feira.
Por volta das 10h50 (pelo horário de Brasília), nas negociações de pré-mercado, os papéis da empresa avançavam 1,34%, cotados a US$ 25,70.
Ao fim da sessão da última terça-feira (17/2), a ação do Cinemark subiu 1,93%, a US$ 25,36.
Cinemark
O Cinemark é uma das maiores redes de cinemas do mundo e lidera o segmento no Brasil, com cerca de 30% de participação de mercado.
Fundada nos Estados Unidos, em 1984, a rede aposta em tecnologia avançada, incluindo salas 3D, XD (telas gigantes e som potente), poltronas DBOX e atendimento exclusivo.



