Com guerra, inflação na China acelera e vem acima do esperado em abril
Índice de Preços ao Consumidor da China, que mede a inflação no país, ficou em 1,2% no mês passado, na base de comparação anual
atualizado
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A inflação ao consumidor na China acelerou em abril deste ano, de acordo com dados divulgados nesse domingo (10/5) pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) do governo chinês.
Segundo os dados oficiais, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede a inflação no país, ficou em 1,2% no mês passado, na base de comparação anual. Em março, o indicador havia ficado em 1%.
Na base mensal, a inflação foi de 0,3%, ante uma deflação de 0,7% no mês anterior.
Os resultados vieram acima da média das estimativas do mercado, que apontavam uma inflação anual de 0,9% e uma deflação mensal de 0,1%.
Em linhas gerais, chama-se de deflação a queda média de preços de produtos e serviços, que ocorre de forma contínua. Trata-se de uma “inflação negativa” – ou seja, abaixo de zero.
“(A alta da inflação) se deve a mudanças nos preços mundiais do petróleo e a uma demanda maior de viagens por causa das férias”, explicou o chefe de estatísticas do Escritório Nacional de Estatísticas, Dong Lijuan.
O resultado foi impactado também pela disparada de 19,3% no preço do gás.
Índice de Preços ao Produtor
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) da China atingiu o nível mais alto em 45 meses, com variação de 2,8% em abril, na base de comparação anual. Em março, o indicador ficou em 0,5%.
Foi o segundo mês consecutivo de alta nos preços ao produtor, após uma sequência de 41 meses de queda – interrompida em março deste ano.
O resultado também veio acima das projeções do mercado, que giravam em torno de 1,7%.
