A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está mais otimista em relação ao desempenho da economia brasileira neste ano. É o que mostra um relatório divulgado nesta quinta-feira (13/7) pela entidade, que elevou suas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2023.
Segundo a CNI, a economia do país deve fechar o ano registrando um crescimento de 2,1% – ante 1,2% da projeção anterior.
Ainda de acordo com a confederação, a expansão do PIB em 2023 deve ser alavancada pelo desempenho extremamente positivo do agronegócio, que deve subir 13,2%.
A indústria, por sua vez, deve fechar este ano com uma alta tímida de 0,6%.
“Além disso, o setor de serviços, que acumulou avanços expressivos desde 2020, também agora se encontra em movimento de desaceleração”, afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
Selic e inflação
Além de projetar o PIB do país neste ano, a CNI atualizou sua estimativa sobre a taxa básica de juros (Selic), definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.
Para a CNI, os juros básicos da economia terminarão 2023 em 12% ao ano – o que significaria uma queda de 1,75 ponto percentual em relação ao patamar atual.
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Ainda segundo a entidade, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar o ano em 4,9%.
Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,25%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,75% e 4,75%.
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Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país
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Em outras palavras, se há aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros
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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas
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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido
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