Brasília lidera rankings de maior renda e patrimônio no Brasil
Lago Sul tem maior concentração de riqueza com renda média três vezes superior ao município mais rico do Brasil, Nova Lima, em Minas Gerais
atualizado
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O Distrito Federal (DF) ocupa o topo da lista dos estados brasileiros com maior renda por habitante, com rendimento médio de R$ 3,15 mil, segundo levantamento do Mapa da Riqueza, estudo coordenado pelo economista Marcelo Neri, diretor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Social. Em seguida, aparecem os estados de São Paulo (R$ 2,06 mil) e Rio de Janeiro (R$ 1,75 mil).
No ranking das capitais, a liderança é ocupada por Florianópolis (R$ 4,2 mil). A seguir, vem Porto Alegre (R$ 3,77 mil) e Vitória (R$ 3,73 mil). Entre os municípios em geral, o destaque no tópico renda vai para Nova Lima, em Minas Gerais, com R$ 8,89 mil, Santana do Parnaíba (R$ 5,79 mil) e São Caetano do Sul (R$ 4,69 mil), ambas na Grande São Paulo, Niterói, no Rio de Janeiro, com R$ 4,19 mil, e Santos, no litoral paulista, com R$ 3,78 mil.
Concentração no DF
Dentro da capital federal, contudo, há grande concentração de riqueza. A renda por habitante no Lago Sul, onde reside a nata dos servidores públicos federais, é R$ 23,2 mil. Ou seja, ela é três vezes maior do que no município mais rico do Brasil, Nova Lima.
De acordo com o estudo, no ranking de ocupações, seis das dez profissões mais bem pagas, segundo dados do Imposto de Renda de Pessoas Físicas, são ligadas ao serviço público. Daí, o peso do Distrito Federal nessas estatísticas.
Aumento e queda de renda
O maior ganho de renda nas capitais e estados entre 2019 e 2020, período que abrange a pesquisa da FGV Social, foi observado, respectivamente, em Palmas (20,14%) e em Tocantins (14,25%). As maiores perdas entre as unidades da federação na pandemia foram registradas em São Paulo (- 6,13%) e Sergipe (-6.2%).
